6 hábitos para 6 horas de trabalho intenso

ser esponja, criar contexto

Regular 2016 08 01 12.21.47

uma parede de 2 horas

Quando uma pessoa me pergunta: “quanto tempo você demora para fazer uma arte nesta parede de 10 metros por 2 metros de altura, com apenas linha, em preto e branco?” respondo sem titubear: “6 horas, com uma pausa para um lanche”.

Como você sabe, ou talvez não, há alguns anos decidi viver do que costumava ser o meu hobby: a arte. Ela que logo se desenvolveu para algo mais como um potencial criativo e conceitual. Através da união de diferentes técnicas transito entre a criação de obras e projetos com significado. Mas é importante dizer que, além da escolha de fazer uma mudança na vida, foi necessária uma consciência corporal e mental ainda maior. Cresci em um ambiente onde o equilíbrio entre corpo e mente sempre foi valorizado e por isso, desde nova, alcançava níveis altos de foco e produtividade. Quando decidi transitar para uma nova jornada, a vontade de me conectar com este rendimento cresceu ainda mais. Criar, estar, e organizar coisas de forma coerente e produtiva, exigiu o desenvolvimento de hábitos, aparentemente simples, mas que fazem toda a diferença. Não hesito em responder o tempo que levo para criar, pois conheço o meu corpo, foco e produção.

No início, até que eu entendesse o ritmo de trabalhar de forma independente, passei por diferentes fases e testes para encontrar a fórmula que funciona para mim. Sim, para mim, pois não existe uma fórmula que se aplica a todo mundo. Cada um de nós vive em um entorno diferente e absorve ele em intensidades diferentes também. Cada mente tem um limite de conexão e produção. Cada corpo tem uma estrutura e resistência. O identificar e construir o nosso exige disciplina e determinação. E principalmente consciência. Um exercício de auto conhecimento, não apenas psicológico, mas físico também. O que eu como que me faz bem? O que não tanto? O que me dá energia e o que não? Que tipo de exercício libera endorfina o suficiente para ser um combustível de energia? O que me faz dormir melhor? Em que posição, intensidade de luz, barulho ou concentração durmo ou trabalho melhor? Em que situações me sinto confortável ou nem tanto? Que pessoas me fazem bem e quais não? Preciso realmente ir a um evento se não sinto vontade de ir? O que a variação climática, de temperatura ou até mesmo fase lunar influencia o meu dia ou noite? Que música me inspira? Que aromas acalmam a alma? São perguntas que podem parecer clichês, complexas ou sinônimo de muitas horas de pensamentos estáticos, mas ao transformá-las em hábitos, encontrei a consciência para transformar ainda mais os meus dias (e noites) e aumentar o meu rendimento produtivo e energético.

Sou intolerante a glúten. Passo muito mal quando como? Depende do meu bem estar do dia? Ingiro alimentos que contém esta proteína em um dia que estou me sentindo melhor? Não. O meu corpo não digere bem alimentos que contém glúten, portanto evito ao máximo chegar perto deles. O que faço se vejo uma vitrine de pães de salivar a boca? Passo reto sem ao menos hesitar. Programei a vontade de algo que costumava gostar, o desejo, a gula, para o “não me faz bem”. O mesmo acontece com a carne vermelha ou outros alimentos gordurosos e fritos? Passo tentação? De jeito nenhum. O ingerir, por ingerir, em algumas horas me trará desconfortos e dores. A longo prazo destruirá o meu aparelho digestivo e fígado, dois sistemas do meu corpo que já são enfraquecidos. Por quê ingerir aquilo que não te faz bem? Não tomo refrigerante para emagrecer? Tomo suco verde pela manhã para entrar na onda do detox? Não como carne para postar sobre as segundas sem carne? Não! Não uso rótulos, não sou vegetariana, paleo, vegana, ou outras definições. Conheço os meus sistemas, o que eles precisam e o que faz eles desprenderem energia (já parou para pensar por quê sente sono ao comer demais? toda sua energia vai para o aparelho digestivo). Portanto, respeito eles. Ingestão de nutrientes que alimentam e somam, água para hidratar o corpo antes de ele sentir sede, para o funcionamento pleno dos órgãos e da mente.

O mesmo princípio se aplica ao sono. Um assunto que me interessa e muito. Gosto de acessar o meu inconsciente, de sonhar, de sentir, de desligar a mente. Não só gosto, mas preciso, pois conscientemente a mente é ativa, acordada, acelerada e as conexões acontecem incessantemente. No sono encontro a minha calma, o meu recuperar e regenerar. Dormir quanto? Deitar na cama antes das 10:30 de preferência, e dormir, de 7 horas e 15 minutos a 8 horas e 15 minutos. Sim, e 15 minutos. Estes minutos são o adormecer e acordar do corpo e da mente, para então ter 7 horas de sono pleno. E se sinto sono durante o dia, por uma noite mal dormida durante a lua cheia ( sim, tenho mais dificuldade de desligar a mente durante a lua cheia ), deito por 20 minutos por volta das 10 da manhã ou 14 horas da tarde, dependendo da disponibilidade. Vinte minutos, para mim, são suficientes para recuperar parte do cansaço antes de me preparar para uma próxima noite de sono mais profundo.

Seis horas em pé, criando, pintando incessantemente (salve a pausa do lanche) exige não só muito da mente, como também do corpo. Braços, pernas, ombros, pernas e coluna. Postura, força e resistência. Faço exercícios para emagrecer e alcançar um corpo escultural? Longe disso. Vai muito além da estética, para alcançar resistência e força, para construir a minha produtividade e potencial. Do que adianta passar um dia pintando se no dia seguinte eu não sair da cama? Quais os seus limites físicos? Onde estão as suas fraquezas? Qual a sua consciência e consistência ao fazer exercícios? Eu tenho um batimento de coração atípico e com isto a minha respiração também não é consistente. Encontrei na corrida uma forma de levar o meu corpo à resistência e constância na respiração. Quebro minhas próprias barreiras para respirar de forma rítmica para manter a postura na corrida. Faço exercícios localizados, acompanhados por um profissional, para fortalecer articulações e membros.

Quanto tempo você aguenta ficar em pé, com o braço levantado, fazendo movimentos corporais para gerar linhas e detalhes sobre uma superfície? Tudo isto de forma espontânea, criando uma obra única. E muitos dizem: “mas para você é fácil, você tem um dom! o seu trabalho é o seu hobby, e este consiste em desenhar.”

Consciência, coerência e consistência para um alto rendimento e produtividade, através da ingestão de sólidos e líquidos, trocas energéticas, um sono regulado, força e resistência. Hábitos que possibilitam a escolha e capacidade de trabalhar seis horas focadas e produtivas de criação e movimento. E nunca mais do que isso em um dia.

apê comTijolo 2016

estar concreto

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o home office

O nosso apartamento é praticamente um camaleão. Desde que viemos morar juntos, ele vem mudando de layout e composição. Quando encontramos o nosso apê e mudamos, ele não tinha nada dentro. Aos poucos fomos conquistando cada objeto, cada móvel, cada cantinho. Isto fez parte de um detalhado período de trabalho, de seleção de prioridades, de escolhas pensadas e espontâneas também. Passamos por dias difíceis e outros mais fáceis, com as contas e no nosso relacionamento. São transições e conversas (muitas conversas!) que fazem parte do dia a dia. Quando as pessoas perguntam: e ai? o apartamento está pronto não é? Sempre dizemos que não! Ainda há tanto para fazer? E por que isso? Pois para nós, o apartamento faz parte das conquistas individuais e do casal também. Faz parte de um amadurecimento pessoal, do crescimento das nossas empresas e, consequentemente, das nossas necessidades dentro do espaço. O nosso espaço, assim como nós, está em constante transição e evolução.

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o nascer do sol para quem entra no apê

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home office integrado com sala de estar

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dormitório integrado com sala de estar

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home office integrado com sala de jantar e cozinha

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o hall integrado com sala de jantar e todo o resto

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detalhes da nossa história no espaço

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a cozinha e área de serviço que também é varanda e horta

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a nossa galeria, bar e banheiro

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o banheiro e seus detalhes

trabalhar menos e produzir mais

criar contexto

Regular trabalhando no projeto nimbus workspaces

trabalhando no projeto Nimbus Workspaces

No ano passado, eu e meu sócio na AEROGAMI dedicamos longas horas ao desenvolvimento de um software de gestão de projetos. Muitas atividades costumeiras às noites ou finais de semana, foram substituídas por trabalho árduo em códigos, design e experiência do usuário. Estávamos operando em nosso limite energético, mas, acreditávamos tanto no produto que tudo fazia sentido. Este ano alcançamos um ponto estratégico do projeto: é hora de lançar para o grande mercado e evoluir a partir do retorno dos clientes. Estamos muito confiantes na qualidade do trabalho mas, tirando os investimentos que atraímos, ainda não atingimos estabilidade financeira nesta empreitada. Já estamos, contudo, colhendo os frutos em forma de aprendizado. Uma das principais lições que levo é que mais horas de trabalho não são iguais a mais resultados - mas, mais foco, é. Para focar é preciso energia e para ter energia, é preciso descansar. Entendi que não precisamos produzir mais durante mais horas, mas produzir melhor durante menos horas. Aprendi a escutar melhor o meu corpo, afunilar minha motivação para criar micro soluções mais inteligentes, e parar para recarregar de vez em quando. Hoje temos consciência dos erros que cometemos e sabemos que, aplicando as premissas citadas acima, poderíamos ter economizado alguns meses de trabalho. A experiência ainda é a melhor professora, pois gera absorção de um conhecimento holístico. E este, é o melhor resultado que poderíamos esperar.

Regular pausa para descansar

pausa para descansar

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