decodificar a vida

criar contexto, pensar acordado

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multitarefas e distrações. até que ponto você está sendo produtivo?

E então falamos de produtividade, rendimento, alimentação, exercício, disciplina, hábitos sistêmicos e criar contexto. Mas afinal por quê utilizamos o termo “life-hacking” como uma descrição momentânea de parte do que fazemos? Nesta era onde a tecnologia evolui mais depressa do que a nossa evolução pessoal, as máquinas vem tomando conta de diversas atividades e até profissões do nosso dia a dia. Ao mesmo tempo que podem nos ajudar a organizar a vida e até nos dar mais tempo para criar, a conexão e acessibilidade excessivas vem sendo um grande fator para grandes distrações e aparentes quedas nos níveis de foco. Uma mensagem, um email, anúncio, newsletter, uma curtida em uma foto aqui ou ali, um aviso do calendário, sua avó te ligando para contar que viu você na timeline do facebook. Tudo pula ali na sua tela, desvia o seu olhar e tira a sua atenção por milésimos de segundo, que vão se acumulando e viram horas, dias e semanas de perda de energia ao final de um ano. A vida pessoal invade o café da manhã, almoço, jantar e pausas do café. O trabalho invade encontros, madrugadas e finais de semana. E muitos estão perdendo o controle. As vidas se invadem e não necessariamente para o bem.

Nós seriamos candidatos perfeitos para que isto acontecesse com ainda mais intensidade. Ter as próprias empresas quer dizer literalmente mesclar a vida pessoal e profissional. O que por um lado é incrível, pois sem separação temos a aproximação do que muitos realmente sentem como duas vidas. Aquela durante o dia e a outra “após o trabalho”. Para nós não existe a separação, e o nosso esforço tem efeito direto sobre os resultados da empresa, e logo os nossos lucros também. O life-hacking entra justamente nesta invasão e sobreposição de focos de vida, onde surgiram tantos realizadores de multitarefas. Uma tentativa de resolver inúmeras coisas simultaneamente e ao final do dia perceber que a lista de afazeres apenas cresce. Qual é o real rendimento deste tipo de solução para as tarefas? Como conseguir dividir as informações pessoais e profissionais em um mundo interconectado?

O termo “hack” vem literalmente daqueles que frequentemente conseguem obter soluções e efeitos, extrapolando barreiras e limites da era digital, e da normalidade, para acessar diferentes tipos de sistemas. E vamos imaginar que o sistema da vez seja o nosso próprio corpo. Sim, somos um grande sistema composto de milhares de sistemas menores. E se utilizarmos este sistema para nos disciplinar, organizar e treinar para a produtividade, e assim resolver, de forma inteligente, diversos problemas de atenção, foco e rendimento? Pequenas mudanças na organização do dia, podem se tornar soluções para a vida - a nossa vida - “life”.

Um life-hacker é aquele que diariamente decodifica a vida, para se conhecer melhor, quebrar barreiras pessoais e evoluir, se utilizando daquilo que está à sua disposição, seja internamente ou em forma de ferramentas. A nossa filosofia é utilizar o profundo conhecimento de nossas capacidades e esfera de influência, para o progresso pessoal e profissional. Encarado de forma sistêmica - equilibrando os diferentes âmbitos da vida - para alcançar efeitos positivos na produtividade, rendimento, alimentação, exercício, disciplina e hábitos. Se você não tomar as rédeas da sua rotina, que fará isso por você? Nós fazemos isto através de testes e mudanças pessoais no gerenciamento do tempo, acesso aos emails, respostas de mensagens, telefonemas, reuniões, uso da tecnologia, compras produtos, nutrientes e horas de sono. Tudo isto com o objetivo de criarmos o nosso contexto, com significado, fazendo mais, com menos.

(como fazer isto? em breve novos posts com mais sobre cada detalhe que testamos e que passaram a funcionar para nós)

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vida pessoal e profissional são uma coisa só.

desodorante caseiro de óleo de coco

ser esponja, pensar acordado

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vivemos em sociedade para vivermos melhor: segurança, conforto e serviços. Contudo, esta formatação traz consigo certos hábitos pré-estabelecidos por uma consciência coletiva que sequer questionamos e raramente mudamos.

reflita um momento sobre os métodos de ensino das escolas, a televisão como entretenimento, o leite de vaca como fonte de nutrientes, o carro como transporte urbano, a privada como assento de banheiros e, ao assunto deste post, o desodorante axilar.

se você é como a maioria dos brasileiros, é super consciente da sua aparência física e limpeza pessoal, e a única preocupação que tem com o seu desodorante diário é a eficácia do antitranspirante e as notas do aroma emanado.

pois você já leu o rótulo do seu desodorante? Metade da composição é impronunciável e os elementos familiares, como o alumínio, já estamos carecas de saber que não fazem nada bem para a nossa saúde, e está constantemente presente em estudos como uma provável causa de câncer.

intrigados com a situação, kalina e eu decidimos pesquisar, testar e avaliar alternativas para os rolinhos e sprays usuais dos mercados. Diante da falta de opções naturais na prateleira, recorremos ao nosso amigo Google. Uma rápida pesquisa aponta todos os malefícos destes produtos que nos venderam como uma coisa boa, e muitas alternativas caseiras simples, mais baratas e quiçá mais eficazes.

e isso já faz mais de um ano. Experimentamos diferentes ingredientes neste meio tempo para comprovar os benefícios, até chegarmos numa mistura satisfatória e acessível, que funciona e faz sentido para nós (ou seja, ingredientes que já temos e utilizamos em outros tipos de receitas no nosso dia a dia):

óleo de coco (4 partes)
bicarbonato de sódio (3 partes)
amido de milho (3 partes)

é so isso mesmo. Mistura e guarda num potinho de vidro ou cerâmica e passa mais ou menos o equivalente a uma colher de café com o dedo em baixo de cada braço. Estamos usando, há muitos meses, sem cheiro de cessê, budum e pizzas de calabresa nas camisetas; sem nenhum olhar torto ou diferença notada pelos amigos e transeuntes.

e lhe asseguramos: funciona e funciona muito melhor - basta você testa as quantidades que funcionam melhor pra você. Caso seja do tipo que transpira mais, adicione um pouco mais de bicarbonato. Se você transpira menos, mais óleo de coco deixa a textura mais leve e sedosa. O mesmo vale para as quantidades na hora de aplicar no seu corpo.

para nós, fica a sensação positiva de nenhum metal pesado caindo direto em nossa corrente sanguínea, nenhum desconforto por secura exagerada nas axilas e uma textura e aroma confortantes de óleo de coco.

viver em sociedade não significa viver cego às tradições. Pelo contrário, temos a possibilidade e o suporte para estudar, testar e aplicar mudanças positivas ao nosso entorno, todos os dias. Tudo que fazemos e consumimos foi um dia criado por alguém. Da mesma forma, temos o poder de fazer diferente e desenhar novas experiências por um cotidiano com mais significado.

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o espaço em você, você no espaço

estar concreto, pensar acordado

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qual o seu estilo? o que faz o seu coração palpitar?

Sabe aquele peso que às vezes sentimos no corpo a na mente? (não, não estou falando de números em uma balança). Será que este sentimento não é apenas um reflexo dos excessos ou carências na nossa vida? Alimentação, companhias e lugares que escolhemos estar. Sim, todos estes fatores podem agir diretamente sobre o nosso corpo. E este tenta desesperadamente nos avisar. Se pensarmos no corpo como um sistema, composto de diferentes partes e mecanismos, podemos notar que para o bem estar do todo ser alcançado, ele deve ser avaliado de forma holística. Uma alimentação equilibrada e uma rotina saudável de exercícios, nos dá mais longevidade e bem-estar. Boas companhias e conversas, quando escolhidas bem, alimentam a nossa sociabilidade, estima e conexões. Mas além destes exemplos de fatores internos, precisamos pensar também nos fatores externos que exercem direta influência sobre nós. O lugar que vivemos e frequentamos pode agir sobre o nosso bem estar? A decoração de uma casa pode mudar o nosso humor?

O ambiente age sobre o nosso modo de ser físico, mental, emocional e até espiritual. Cada pessoa construirá uma rede de relações de acordo com suas experiências e contextos espaciais, visuais e psicológicos. Por isso não existe uma regra propriamente dita em relação a cores, objetos e composições, apenas estatísticas aplicadas a diferentes cenários e combinações. Estas podem envolver a relação cromática com os costumes socioculturais locais, as raízes, a educação e até mesmo o estilo de cada um. Somos seres únicos, mutáveis e em constante evolução, e por isso o nosso ambiente deve mudar de acordo também.

Ao falar de decoração ou casa, muitos já partem diretamente para a influência das cores para justificar os seus sentimentos. Para nós, a amplitude de um ambiente diz muito mais sobre ele. Você já entrou em um espaço que se sentiu enclausurado e quase claustrofóbico? E por outro lado já entrou em um lugar onde conseguiu respirar profundamente e quase que instantaneamente sentir liberdade e o acalmar da alma? A largura e altura de um ambiente tem uma grande influencia nestas sensações, assim como a quantidade de aberturas que ele possui - sejam portas ou janelas. Ligado a este aspecto, está também a circulação e fluidez do espaço. Um espaço pequeno com muitas coisas, pode passar ainda mais a sensação de caos. Espaços com menos coisas, com mais espaço para transitar, também ajuda na circulação de energias e fluidez dos pensamentos. Sim, a disposição de móveis e peças, podem não só interferir na posição que nos colocamos perante os outros, como também o nosso comportamento individual. Você já passou por uma situação onde uma cadeira foi colocada de frente para outras, e você foi quase que obrigado a sentar em frente a uma pessoa desconhecida? Fica aquela situação estranha, onde você olha nos olhos da pessoa, dá um leve sorriso e então busca outros focos de visão ou inclusive se concentra na sua bolsa, no tecido da sua camiseta ou hoje em dia, direciona a atenção totalmente ao celular?

Ligado a este ponto, também podemos levantar a questão dos materiais, que possuem características e efeitos diferentes, de acordo com texturas e temperaturas, que podem deixar um ambiente mais aconchegante, imponente ou acolhedor. Lembra aquele dia frio no inverno, que você entrou em um restaurante agradável para comer algo acolhedor, e quando senta na cadeira sente um frio tremendo? Isto aconteceu recentemente com a gente e o Marcos, com sua delicadeza, trocou cadeiras com outra mesa, para que se sentisse mais confortável e pudesse permanecer mais tempo no local. A beleza do conforto está nos detalhes.

E sim, as cores. Elas também podem entrar como influenciadoras de um ambiente, elevando ou reduzindo a sensação de bem-estar, em seus tons vivos ou mais suaves, remetendo a emoções e sensações diferentes. Apesar da escolha de cores ser muito subjetiva, é importante considerar seus efeitos na hora da escolha para uma ambientação. Busque entender e estudar um pouco sobre a teoria das cores. Não é apenas um detalhe para a decoração de ambientes, mas até para a combinação com o seu próprio estilo ou mensagem pessoal que quer passar para o mundo.

Podemos então falar da iluminação, tanto em sua versão natural como artificial. A natural proporciona claridade, luz do sol, amplitude e leveza, e para nós é um dos fatores mais importantes ao sentir um espaço, principalmente uma casa. E consequentemente elevam o nosso espírito. Já a luz artificial também deve ser bem pensada, pois tem o poder de salvar ou destruir um ambiente. Através de pendentes, abajures, arandelas ou pontos de foco, a luz pode proporcionar uma sensação mais intimista e acolhedora, quando indireta e suave, ou uma sensação de incômodo, quando muito direta e forte. Cada espaço tem a sua função e portanto deverá receber a iluminação que lhe convém. No geral, luzes brancas auxiliam na nitidez das informações e reproduzem melhor as cores, mas luzes amareladas são mais acolhedoras e criam ambientes mais aconchegantes.

Mas claro, espaços variam, assim como pessoas que ali circulam, mas para nós, o excesso, seja em materiais, objetos ou pertences tende a causar sentimentos negativos. Um ambiente organizado visualmente e sensitivamente deixa a energia mais fluida. O espaço pode ser percebido como um todo e a mente fica mais tranquila. O ambiente funciona como reflexo da mente - e vice e versa - e mostra que uma sala bagunçada pode gerar uma mente agitada. E, considerando que o corpo humano é um sistema, ele também pode exercer influencias e trocas com o seu entorno. Do que adianta um ambiente balanceado e leve, se o seu humor não te possibilita sentir isto? Portanto, além de descarregar o seu ambiente, é importante também pensar no que você está emanando para a sua esfera de influência. Alimentação, conexões, bem estar e energias farão com que você esteja de fato concreto em algum lugar. Pelo menos é assim que nós estamos. A fórmula que funciona para o nosso bem-estar, está na combinação e equilíbrio entre mente, corpo e espaço, através de luz, formas, cores, circulação, criações, atitudes e pensamentos.

E, na dúvida, antes de organizar o seu próprio espaço, busque referências (estas são as nossas), para absorver e compreender o seu olhar. Separe imagens que te fazem sorrir, que te acalmam, e então aquelas que te deixam desconfortável, que te incomodam ou geram algum tipo de sentimento negativo. O próximo passo é aplicar isto ao seu entorno. O que você pode fazer para mudar o seu ambiente para que ele te passe aquilo que te inspira, naquele momento da sua vida?

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cores? sim! suaves ou intensas?

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em que ambiente você organizar melhor as suas ideias?

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muito ou pouco? o que faz a sua mente vagar com fluidez?

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madeira e carpete? ou a monocromia em materiais e texturas?

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