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o espaço em você, você no espaço

estar concreto, pensar acordado

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qual o seu estilo? o que faz o seu coração palpitar?

Sabe aquele peso que às vezes sentimos no corpo a na mente? (não, não estou falando de números em uma balança). Será que este sentimento não é apenas um reflexo dos excessos ou carências na nossa vida? Alimentação, companhias e lugares que escolhemos estar. Sim, todos estes fatores podem agir diretamente sobre o nosso corpo. E este tenta desesperadamente nos avisar. Se pensarmos no corpo como um sistema, composto de diferentes partes e mecanismos, podemos notar que para o bem estar do todo ser alcançado, ele deve ser avaliado de forma holística. Uma alimentação equilibrada e uma rotina saudável de exercícios, nos dá mais longevidade e bem-estar. Boas companhias e conversas, quando escolhidas bem, alimentam a nossa sociabilidade, estima e conexões. Mas além destes exemplos de fatores internos, precisamos pensar também nos fatores externos que exercem direta influência sobre nós. O lugar que vivemos e frequentamos pode agir sobre o nosso bem estar? A decoração de uma casa pode mudar o nosso humor?

O ambiente age sobre o nosso modo de ser físico, mental, emocional e até espiritual. Cada pessoa construirá uma rede de relações de acordo com suas experiências e contextos espaciais, visuais e psicológicos. Por isso não existe uma regra propriamente dita em relação a cores, objetos e composições, apenas estatísticas aplicadas a diferentes cenários e combinações. Estas podem envolver a relação cromática com os costumes socioculturais locais, as raízes, a educação e até mesmo o estilo de cada um. Somos seres únicos, mutáveis e em constante evolução, e por isso o nosso ambiente deve mudar de acordo também.

Ao falar de decoração ou casa, muitos já partem diretamente para a influência das cores para justificar os seus sentimentos. Para nós, a amplitude de um ambiente diz muito mais sobre ele. Você já entrou em um espaço que se sentiu enclausurado e quase claustrofóbico? E por outro lado já entrou em um lugar onde conseguiu respirar profundamente e quase que instantaneamente sentir liberdade e o acalmar da alma? A largura e altura de um ambiente tem uma grande influencia nestas sensações, assim como a quantidade de aberturas que ele possui - sejam portas ou janelas. Ligado a este aspecto, está também a circulação e fluidez do espaço. Um espaço pequeno com muitas coisas, pode passar ainda mais a sensação de caos. Espaços com menos coisas, com mais espaço para transitar, também ajuda na circulação de energias e fluidez dos pensamentos. Sim, a disposição de móveis e peças, podem não só interferir na posição que nos colocamos perante os outros, como também o nosso comportamento individual. Você já passou por uma situação onde uma cadeira foi colocada de frente para outras, e você foi quase que obrigado a sentar em frente a uma pessoa desconhecida? Fica aquela situação estranha, onde você olha nos olhos da pessoa, dá um leve sorriso e então busca outros focos de visão ou inclusive se concentra na sua bolsa, no tecido da sua camiseta ou hoje em dia, direciona a atenção totalmente ao celular?

Ligado a este ponto, também podemos levantar a questão dos materiais, que possuem características e efeitos diferentes, de acordo com texturas e temperaturas, que podem deixar um ambiente mais aconchegante, imponente ou acolhedor. Lembra aquele dia frio no inverno, que você entrou em um restaurante agradável para comer algo acolhedor, e quando senta na cadeira sente um frio tremendo? Isto aconteceu recentemente com a gente e o Marcos, com sua delicadeza, trocou cadeiras com outra mesa, para que se sentisse mais confortável e pudesse permanecer mais tempo no local. A beleza do conforto está nos detalhes.

E sim, as cores. Elas também podem entrar como influenciadoras de um ambiente, elevando ou reduzindo a sensação de bem-estar, em seus tons vivos ou mais suaves, remetendo a emoções e sensações diferentes. Apesar da escolha de cores ser muito subjetiva, é importante considerar seus efeitos na hora da escolha para uma ambientação. Busque entender e estudar um pouco sobre a teoria das cores. Não é apenas um detalhe para a decoração de ambientes, mas até para a combinação com o seu próprio estilo ou mensagem pessoal que quer passar para o mundo.

Podemos então falar da iluminação, tanto em sua versão natural como artificial. A natural proporciona claridade, luz do sol, amplitude e leveza, e para nós é um dos fatores mais importantes ao sentir um espaço, principalmente uma casa. E consequentemente elevam o nosso espírito. Já a luz artificial também deve ser bem pensada, pois tem o poder de salvar ou destruir um ambiente. Através de pendentes, abajures, arandelas ou pontos de foco, a luz pode proporcionar uma sensação mais intimista e acolhedora, quando indireta e suave, ou uma sensação de incômodo, quando muito direta e forte. Cada espaço tem a sua função e portanto deverá receber a iluminação que lhe convém. No geral, luzes brancas auxiliam na nitidez das informações e reproduzem melhor as cores, mas luzes amareladas são mais acolhedoras e criam ambientes mais aconchegantes.

Mas claro, espaços variam, assim como pessoas que ali circulam, mas para nós, o excesso, seja em materiais, objetos ou pertences tende a causar sentimentos negativos. Um ambiente organizado visualmente e sensitivamente deixa a energia mais fluida. O espaço pode ser percebido como um todo e a mente fica mais tranquila. O ambiente funciona como reflexo da mente - e vice e versa - e mostra que uma sala bagunçada pode gerar uma mente agitada. E, considerando que o corpo humano é um sistema, ele também pode exercer influencias e trocas com o seu entorno. Do que adianta um ambiente balanceado e leve, se o seu humor não te possibilita sentir isto? Portanto, além de descarregar o seu ambiente, é importante também pensar no que você está emanando para a sua esfera de influência. Alimentação, conexões, bem estar e energias farão com que você esteja de fato concreto em algum lugar. Pelo menos é assim que nós estamos. A fórmula que funciona para o nosso bem-estar, está na combinação e equilíbrio entre mente, corpo e espaço, através de luz, formas, cores, circulação, criações, atitudes e pensamentos.

E, na dúvida, antes de organizar o seu próprio espaço, busque referências (estas são as nossas), para absorver e compreender o seu olhar. Separe imagens que te fazem sorrir, que te acalmam, e então aquelas que te deixam desconfortável, que te incomodam ou geram algum tipo de sentimento negativo. O próximo passo é aplicar isto ao seu entorno. O que você pode fazer para mudar o seu ambiente para que ele te passe aquilo que te inspira, naquele momento da sua vida?

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cores? sim! suaves ou intensas?

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em que ambiente você organizar melhor as suas ideias?

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muito ou pouco? o que faz a sua mente vagar com fluidez?

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madeira e carpete? ou a monocromia em materiais e texturas?

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estar concreto

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o home office

O nosso apartamento é praticamente um camaleão. Desde que viemos morar juntos, ele vem mudando de layout e composição. Quando encontramos o nosso apê e mudamos, ele não tinha nada dentro. Aos poucos fomos conquistando cada objeto, cada móvel, cada cantinho. Isto fez parte de um detalhado período de trabalho, de seleção de prioridades, de escolhas pensadas e espontâneas também. Passamos por dias difíceis e outros mais fáceis, com as contas e no nosso relacionamento. São transições e conversas (muitas conversas!) que fazem parte do dia a dia. Quando as pessoas perguntam: e ai? o apartamento está pronto não é? Sempre dizemos que não! Ainda há tanto para fazer? E por que isso? Pois para nós, o apartamento faz parte das conquistas individuais e do casal também. Faz parte de um amadurecimento pessoal, do crescimento das nossas empresas e, consequentemente, das nossas necessidades dentro do espaço. O nosso espaço, assim como nós, está em constante transição e evolução.

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o nascer do sol para quem entra no apê

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home office integrado com sala de estar

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dormitório integrado com sala de estar

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home office integrado com sala de jantar e cozinha

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o hall integrado com sala de jantar e todo o resto

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detalhes da nossa história no espaço

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a cozinha e área de serviço que também é varanda e horta

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a nossa galeria, bar e banheiro

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o banheiro e seus detalhes

um passeio pela ABUP

explorar sem parar, estar concreto

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kalina e sua nova linha

De vez em quando aparecem convites diferentes para fazer parte de novos projetos e desafios. Este chegou no final do ano passado, para criar uma nova linha de ilustrações para uma empresa chamada Artimage. Eles tem um grande acervo de artistas, do mundo todo, e dos mais variados estilos, para tornar a arte mais acessível, através da impressão de trabalhos, em diferentes materiais e acabamentos. Os grandes lançamentos acontecem em feiras de decoração e arte em São Paulo, nos meses de Fevereiro e Agosto. Seus representantes, de todo o Brasil, vêm conferir as novidades e vender as peças para os seus compradores. E foi assim que meu trabalho, pela primeira vez fez parte das feiras ABIMAD, que aconteceu no início de Fevereiro, e a ABUP Show, acontecendo esta semana no bairro da Casa Verde, em São Paulo.

Trata-se de um evento de negócios, direcionado para lojistas e profissionais dos segmentos: decoração, presentes, utilidades domésticas e têxtil. Há muito tempo ouvíamos sobre as feiras, mas nunca tínhamos pensado em realmente ir conferir de perto. Em versões anteriores, acabamos focando nas feiras menores, e mais próximas de nós, como a Paralela Gift. Desta vez, com o lançamento da minha nova linha, que representa os diferentes estados da água, aproveitamos para matar a curiosidade. A feira nos surpreendeu por seu tamanho e organização. O controle para os profissionais da área é bem restrito, realmente dando preferência àqueles que tem empresa e comprovantes disto. (Portanto, para aqueles que querem visitar a feira, é aconselhável se informar bem sobre estes detalhes.)

Após visitar o estande da ARTIMAGE, percebendo uma variedade gigante de estilos e artistas, passeamos pelos dois pisos do evento, para absorver o que é chamado de “atual no mercado brasileiro”. Pela maioria dos estandes passamos sem ao menos entrar. A conclusão desta nossa reação foi a percepção de que “tudo parou no tempo”. Um tradicionalismo de grandes lustres de cristais, talheres de prata, cabeças de alces e vasos de cerâmica (com arranjos falsos) ainda predominam os estandes. Um amor pelo clássico, e pelo neo clássico, que parece perdurar neste mercado, nos deixou um pouco desestimulados. Parece que falta aquele traço mais forte, aquela personalidade mais marcante, aquelas cores que há anos predominam o mercado estrangeiro.

E de repente, de longe, avistamos alguns, que logo entramos, sem nem sequer nos comunicarmos em palavras. Alguns estandes como a GOODS br, uma empresa de Gramado, que nos chamou atenção pelo mobiliário com um toque retrô. São peças novas, mas que remetem aos antigos desenhos e cores de época. Esta mistura do antigo com o contemporâneo, com um toque industrial, que enche os nossos olhos de amor. Claro, pelo tipo de acabamento, é possível perceber que não são peças realmente envelhecidas, e sim fabricadas, mas mesmo assim valeu o passeio pelo enorme espaço, se inspirando pelas criações. O estande tem diversos setores e sub marcas, como a FULLWAY - newtrands, com cadeiras de desenho mais antigo, porém com cores contemporâneas como amarelos, roxos e turquesas. Nesta mesma linha de achados encontramos o estande da TREND HOUSE, que de longe avistamos cadeiras e poltronas que nos interessaram, por seus desenhos e combinação de cores também. Ainda na linha cadeiras, encontramos uma única, e linda, de balanço, em meio a um estande de coisas para bebês. Um desenho lindo feito em curvas, com a madeira e com um acabamento em palha no assento. E, logo ao lado, uma esquina que chamava a atenção de muitos e convidava a entrar em mais um estande que nos chamou a atenção. Objetos e utensílios básicos de cozinha, com um toque de cor que nos lembrou muito a paleta escandinava. Rosa claro, azul e amarelo compostos sobre uma mesa. Os objetos em sí, a maioria de plástico, não nos impressionou muito, mas nos convidou para entrar, e ao caminhar mais para dentro, na MODALI design, encontramos luminárias e vasos que teríamos facilmente em nosso apê. Por ali perto encontramos um pequeno estande da JANETA móveis, que logo chamou a atenção por estruturas para hortas suspensas e, ao fundo, bancos com estruturas metálicas e assentos de madeira. Adivinha quem viu isto primeiro? Sim, o Marcos, o gnomo e cuidador oficial de todos os verdes do nosso apê. Em meio a outras lojas e objetos mais tradicionais encontramos algumas linhas que também nos interessaram, como as luminárias e objetos de decoração com acabamentos de cobre e outros polidos da ANTICA. Nestes estande maiores o interessante é caminhar e escanear todos os detalhes, pois ali, escondido entre móveis e objetos, pode estar uma luminária com dobras metálicas. Assim como a linha “tuten vasen” da ESTILO A. Vasos de cerâmica que imitam sacos de papéis, e ainda aparecem em cores super contemporâneas como o rosa, marrom e azul claro. Os vasos e outros objetos postos sobre uma prateleira, nos lembraram bastante as linhas que adoramos da italiana SELETTI.

O passeio valeu a pena? Sim, com certeza. Primeiramente para podermos dizer que conhecemos finalmente a ABUP, e em segundo, para nos inspirarmos em alguns achados. Para nós realmente a maioria era tradicional demais, ou até comercial demais, como lojas de importados que vendem desde panelas a forminhas de cupcake de silicone. O curioso foi notar que quase todos os estandes tinham pessoas circulando, o que mostra no mínimo uma “vontade de conhecer” das pessoas. Mas é também o resultado de uma mescla intensa (talvez até demais) de gostos e estilos em um espaço que une de presentes à arte.

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os andares da feira e a identidade construida por Eduardo Cardoso

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o estande da GOODS br, com móveis com uma pegada retrô

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a linha FULLWAY da GOOD br

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a cadeira de balanço, ali, em meio a fraldas e babados

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cores na esquina que convidaram para entrar

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luminárias e vasos criativos

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outros elementos de decor com linhas geométricas e acabamentos em cobre e outros metais

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os vasos tuten vasen, da ESTILO A

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uma horta vertical da JANETA móveis

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e os banquinhos que teríamos um de cada, também da JANETA móveis

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alguns objetos em meio ao muito, na ANTICA

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os lustres de cristal e cabeças de animais, que ao nosso ver, são ultrapassados

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o estande da TRENDHOUSE com cadeiras que chamaram a nossa atenção

parede estampada

estar concreto

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mesmo imperfeitos, o conjunto fica harmônico e charmoso

Nos últimos meses abrimos as portas do nosso apê para diversas pessoas. Elas visitaram, fotografaram e publicaram algo sobre o nosso estilo de vida e os detalhes que compõe o nosso cantinho, de forma confortável, charmosa e com baixos custos. Uma das grandes atrações foi a parede que compõe a nossa cabeceira. Recebemos inúmeros emails de pessoas interessadas no papel de parede que utilizamos. A ideia de dar este toque de charme surgiu de repente, em uma tarde aqui no apê, quando conversávamos sobre os próximos passos que tomaríamos por aqui. Como grande parte sabe trabalho com arte já algum tempo agora e tenho tido experiências das mais variadas quando se trata de pinturas em parede. No ano passado surgiu um quarto de criança com a ideia de fazer uma estampa, como pois coloridos, que no fim se transformassem em balões. A ideia se repetiu em um quarto de uma recém nascida e seguiu também para uma amiga dos tempos de escola, já adulta. Quando olhamos para a parede atrás da nossa cama sentimos falta de algo e então me lembrei de todas aquelas tardes fazendo poás. E por que não triângulos? E preto e branco para dar um toque de seriedade. Uma forma de compor também com a nossa paleta de cores e economizar na compra de papéis de parede ou outros adornos.

Em um daqueles dias que deixamos todos os afazeres de lado para cuidar do apê comecei os testes.

O que usar?
Um pedaço de papel cartão (aqueles que vem atrás de um bloco de papel canso por exemplo - atente-se que o papel tenha uma certa espessura para que não se desfaça durante o processo), um lápis, uma tesoura e tinta preta (pode ser acrílica ou de parede mesmo - como um color teste da suvinil por exemplo, ou até mesmo spray).

Por onde começar?
Trace um triângulo, com ajuda de uma régua, do tamanho desejado, sobre o papel cartão.
Não faça ele muito perto das bordas, para que tenha uma margem para sujar com a tinta.
Com ajuda de um estilete ou tesoura corte o triângulo fora. Importante que os cantinhos sejam todos bem recortados e a forma do triângulo fique vazada. Você tem um stencil.

E ai?
Neste caso utilizei um pincel e tinta acrílica, mas pode-se utilizar outros materiais.
No caso da tinta utilize um pincel com fios mais grossos. Para que a tinta não acumule na parte de trás do stencil e nem escorregue pela parede, lembre-se de não encharcar o pincel. Antes de passar para a parede faça alguns testes sobre um papel para evitar surpresas desagradáveis.

O mesmo pode ser feito com um spray. Uma amiga que mora no exterior pintou o quarto do bebê utilizando um stencil circular. A melhor explicação que encontrei para ajudá-la na quantidade de tinta a ser utilizada, novamente para evitar que a tinta escorra pela parede, foi utilizar o som do spray como referência. Mantenha uma distância razoável do stencil. Neste caso o triângulo, ou forma de escolha, tem que estar rodeado de uma margem maior de papel, pois as partículas do spray tem um poder maior de se espalhar. Ao pressionar o gatilho fique atento ao som: faça “psssst” e pare. O “pssssssssssst” pode encharcar e estragar a estampa. Fácil não?

No caso do nosso apê montamos a estampa a olho, mas se não tiver tanta experiência com proporções nesta escala você pode fazer marcações leves com um lápis. Use uma trena ou régua para fazer algumas linhas básicas para te ajudar a manter a linha e distâncias. Essas linhas podem ser apagadas depois com uma borracha comum. Para que evite manchar a parede com estas linhas guias, é importante que seja um lápis ou lapiseira finos e que não coloque muita pressão na hora de fazer as marcações.

Com o stencil e tinta à mãos, ligue uma música que goste, e comece o trabalho. Uma parede com dimensões semelhantes à nossa pode levar cerca de cinco horas, ou de 2 a 3 horas para os mais experientes.

Mais alguns detalhes…
Tente forrar o chão, ou parte dele, ao longo da parede, para evitar sujar o piso. Não use jornal, pois se ele molha pode colar e deixar marcas no piso. Normalmente usamos um saco de lixo aberto (abra ele para que tenha uma superfície maior).
Fique atento às suas mãos. É inevitável sujá-las (faz parte), mas evite encostar na parede para que não suje superfícies que deveriam ficar brancas.
Para dar um movimento mais interessante ao conjunto, vá girando a forma ao longo da composição.

O triângulo é apenas um exemplo, mas outras formas também são possíveis, como esta ou esta

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fazendo um stencil em casa

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tinta e pincel em mãos

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construindo, aos poucos, uma estampa

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estampar sem marcações pode gerar imperfeições nas linhas, mas o conjunto, no final, fica harmônico

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seguindo em frente

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depois de algum tempo a parede vai tomando forma

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Foto por Rafaela Paoli para Historiasdecasa

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Foto por Rafaela Paoli para Historiasdecasa

arara de cobre

estar concreto

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Um fator importante de qualquer residência é o armazenamento do vestuário. Muitas semanas após nossa mudança aqui para o apê, a grande maioria de nossas roupas ainda estavam em malas ou no baú antigo da Kalina que reaproveitamos. Um armário deixado pelo último inquilino, que estamos utilizando como divisor de ambientes entre sala e quarto até hoje, também quebrou um bom galho armazenando as nossas roupas do dia a dia. Um belo dia, decidimos pôr a mão na massa para montar um local mais apropriado – e mais bonito – para guardar parte das nossas roupas.

O caminho escolhido foi uma arara de cobre. Quem nos acompanha conhece bem a nossa séria “caramba, uma caçamba!”, e como quase tudo aqui no apê foi feito a partir de materiais recicláveis. Para este item, contudo, por ser algo que estaria em constante contato com todos os tipos de roupas que usamos no dia a dia, decidimos utilizar material virgem. Uma arara deste tipo é uma boa alternativa para quem, como nós, está controlando o orçamento e ainda não possui um armário ou closet para suas roupas ( recentemente nosso “closet” ficou pronto, e aparece em algumas fotos, iei! ). Da mesma forma, se perfis de cobre não são de seu agrado, qualquer perfil metálico ou plastificado, virgens ou não, serviriam bem este propósito, com alteração do resultado visual e, em alguns casos, diminuição da resistência.

Nós gastamos cerca de R$ 150 para montar esta peça. Foram duas barras de 2,60m de comprimento X 28cm de diâmetro, duas conexões e duas cantoneiras de cobre, cerca de 5m de fio de aço, dois ganchos e buchas de 5mm para fixar no teto, e dois clips para cabo de aço. Para cortar os tubos usei uma serra de fita, e para cortar os cabos um alicate já basta. 3 pedaços de 1m de tubo de cobre, foram utilizados para as laterais e parte inferior da arara. É preciso atentar-se à mínima diferença de comprimento que as cantoneiras e as conexões de cobre podem ter entre si, na hora de fixar os tubos horizontais. Uma boa dica é montar tudo no chão uma vez que tiver todas as peças cortadas, e juntar todas as cantoneiras e conexões. Se houver uma folga em alguma das barras horizontais, verifique qual e analise a diferença para cortar esta medida de uma das barras. Uma vez que o quadrado estiver formado e firme, é hora de passar o cabo de aço pelos tubos periféricos, formando um U com as pontas soltas para cima, que serão fixadas no teto. Meça a distância que preferir do teto, corte o cabo sobressalente, e marque os ponto exatos no teto, para fixar os ganchos. Vale lembrar que o teto não pode ser gesso, pois o peso da arara e com as roupas será significativo. Fure, fixe bem os ganchos com as buchas, atravesse cada ponta do fio de aço por seu gancho e enforque o fio com clip para cabo de aço. Pronto. Todo mundo que vem aqui adora e quer um igual.

Este é, claro, só um exemplo e uma ideia de como montar esta arara. Você pode criar a sua própria, com as medidas que considerar mais pertinente. Veja as fotos do processo da nossa abaixo, para entender melhor o procedimento.

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tubos, cantoneiras e conexões de cobre

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faça um projetinho para não se perder

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bucha, gancho, cabo de aço e clip

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arara com o closet pronto

a cor do nosso passeio na casa

pensar acordado, explorar sem parar

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balanço bodocomgó feito de colheres de pau, do arquiteto Sérgio Mattos

Tudo começou com um convite de última hora da arquiteta Caroline Elkis para fazer uma arte no seu espaço da Casa Cor 2014. A Galeria-Lounge e Banheiro Público. A minha função era criar uma forma inusitada para diferenciar as cabines privadas destinadas a homens, mulheres, crianças e pne (portadores de necessidades especiais). Normalmente todos os parceiros de arquitetos nesta mostra de decoração investem tempo e produtos para fazerem parte de ambientes e assim, indiretamente, fazer propaganda de seus serviços. Se tratam de permutas. Por ser de última hora não entrei na lista oficial (e nem não-oficial diga-se de passagem) de parceiros, mas garanti uma visita à mostra para conhecer os espaços de outros profissionais.

Nas mostras anteriores não costumávamos ir, pela falta de diversidade e repetição de estilo, e também pelo preço elevado de ingressos. Particularmente nada que nos inspirasse muito na época. Como desta vez a entrada foi garantida, Marcos e eu fomos uma primeira vez para conferir os ambientes, durante o evento da Deca, no espaço do arquiteto Guilherme Torres. Tiramos algumas fotos, mas por chegar tarde, acabamos não conseguindo conhecer todos os ambientes e também não registramos tudo da forma que queríamos.

Surgiu uma segunda oportunidade, durante o evento de premiação dos profissionais. Após algum tempo na fila para deixar o carro com os manobristas (recomendamos deixar o carro em algum local próximo e ir de taxi até a mostra, para evitar filas longas e um preço um tanto quanto abusivo de R$ 30). Entramos, passeamos por todos os ambientes e registramos aqueles que mais nos agradaram. Nos identificamos com os espaços que tem elementos de reaproveitamento e de elementos mais antigos sendo utilizados de forma contemporânea. Ficamos positivamente impressionados que diversos ambientes nos agradaram de forma geral ou na composição de detalhes. Um detalhe que notamos já na primeira visita é que grande parte da decoração nas paredes está sendo feita com fotografias, e, em diversos ambientes, com imagens de cavalos.

Para adicionar cores a aquilo que nos agradou mais, compartilhamos com vocês os nossos registros. Detalhes podem ser encontrados na legenda de cada imagem.

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green house da Casa de Campo de Sig Bergamin. uma mistura de elementos diversos que deu certo

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mais detalhes da Casa de Campo de Sig Bergamin. uma mistura de cores e objetos que dão conforto

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passamos muitos minutos na horta de Gilberto Elkis dentro da casa de campo de Sig Bergamin. legumes, ervas e chás.

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a Sala de Almoço da Esther Giobbi está um charme com azulejos turquesa e marinho. adoramos os pratos decorativos da Rory Dorbner, comercializados pela OrbiBrasil

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outra imagem da Sala de Almoço com variação de modelos de cadeira na grande mesa de madeira

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detalhe do móvel para o tocador de vinil. contemporâneo com toque vintage. na Sala Íntima de Cida Portes

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no geral o ambiente que mais gostamos. a Casa de Golfe da dupla Antonio Ferreira Junior e Mario Celso Bernardes.

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tampo de concreto com gabientes de marcenaria na Casa de Golfe da dupla Antonio Ferreira Junior e Mario Celso Bernardes.

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cozinha na Casa de Golfe da dupla Antonio Ferreira Junior e Mario Celso Bernardes.

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prateleira metálica na Casa de Golfe da dupla Antonio Ferreira Junior e Mario Celso Bernardes.

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muita fotografia sendo utilizada como decoração. essa composição chamou a minha atenção

pilha de ferro

estar concreto, pensar acordado

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organização no Mexicano, ferro velho

Em breve teremos o nosso cantinho, que chamaremos de lar, por isso a busca por materiais e móveis a preços acessíveis continua. Desta vez paramos em um lugar já conhecido por nós, o chamado Mexicano. Não, não é um restaurante e sim um galpão com todo ferro velho que você pode imaginar lá pela região do Jardim Bonfiglioli. O Marcos se familiarizou com este local, pela primeira vez, há alguns anos atrás, quando ainda estava na faculdade, em busca de um pistão para construir um mancebo em uma de suas matérias práticas. A indicação foi de um amigo que frequenta a região, o Rafael Galvão ou Adiva para os íntimos). Depois disto, ele me levou lá um dia, também há alguns anos atrás, apenas para conhecer o local, e, este sábado, fomos novamente, enfim com um objetivo em comum: encontrar coisas diferentes e aproveitáveis para o nosso lar.

Imagine um lugar com quilos e quilos de ferro, enferrujados ou no processo de, em formas de peças de carros, caminhões, navios, chapas, tubos, vigas e de tudo mais um pouco. Ao primeiro olhar parece um lugar sujo que exige cautela onde passar e pisar, mas em um segundo momento, (sim o lugar continua um pouco sujo, afinal se trata de um monte de ferro…velho) você percebe que tudo está em um devido lugar, uma verdadeira bagunça organizada. A maioria das chapas e peças são vendidas por quilo, após serem pesadas em balanças que mais parecem peças de museu. Objetos mais definidos já tem um valor fixo e são vendidas avulsas. Após uma hora e meia no local, Marcos já com as mãos na cor de ferrugem e eu, com meu vestido e sandália, evitando encostar em muita coisa, (sim, admito que não é o traje mais apropriado para o local – fica a dica - mas já estava pronta para o almoço pós-ferro velho), nos decidimos pelas objetos que iríamos levar.

A compra do dia:
Caixas abertas, que se parecem com antigos arquivos, nos custaram R$20,00 cada, e serão, após uma lixada e tratada, utilizadas para armazenar ferramentas e tintas. Uma terceira caixa, com pequenos furos em toda sua superfície servirá de vaso para as nossas plantinhas em uma futura varanda. Esta também custou R$20,00. Uma chapa para eu fazer alguns testes de pintura para um futuro projeto e o Marcos usar depois para alguma coisa, ainda desconhecida. Gostamos principalmente da cor criada pelo tempo. Esta levamos por peso, o quilo algo em torno de R$4. As roldanas laranjas já tem um destino premeditado: bases para luminárias na nossa mesa de trabalho. Cada uma custou R$18. O último item, uma âncora amarela, linda e incrível, que pesa “apenas” 10kg nos custou um pouco mais, R$10 o quilo, mas será um belo mancebo em nosso hall de entrada.

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peças e mais peças

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cores e composições interessantes

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as nossas compras

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