etiqueta #empreendedorismo

trabalhar menos e produzir mais

criar contexto

Regular trabalhando no projeto nimbus workspaces

trabalhando no projeto Nimbus Workspaces

No ano passado, eu e meu sócio na AEROGAMI dedicamos longas horas ao desenvolvimento de um software de gestão de projetos. Muitas atividades costumeiras às noites ou finais de semana, foram substituídas por trabalho árduo em códigos, design e experiência do usuário. Estávamos operando em nosso limite energético, mas, acreditávamos tanto no produto que tudo fazia sentido. Este ano alcançamos um ponto estratégico do projeto: é hora de lançar para o grande mercado e evoluir a partir do retorno dos clientes. Estamos muito confiantes na qualidade do trabalho mas, tirando os investimentos que atraímos, ainda não atingimos estabilidade financeira nesta empreitada. Já estamos, contudo, colhendo os frutos em forma de aprendizado. Uma das principais lições que levo é que mais horas de trabalho não são iguais a mais resultados - mas, mais foco, é. Para focar é preciso energia e para ter energia, é preciso descansar. Entendi que não precisamos produzir mais durante mais horas, mas produzir melhor durante menos horas. Aprendi a escutar melhor o meu corpo, afunilar minha motivação para criar micro soluções mais inteligentes, e parar para recarregar de vez em quando. Hoje temos consciência dos erros que cometemos e sabemos que, aplicando as premissas citadas acima, poderíamos ter economizado alguns meses de trabalho. A experiência ainda é a melhor professora, pois gera absorção de um conhecimento holístico. E este, é o melhor resultado que poderíamos esperar.

Regular pausa para descansar

pausa para descansar

uma semana com kaju: dia 05

ser esponja

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agora membro oficial da osmose desde maio

Sempre tive facilidade para me desligar do mundo e me concentrar no que estou fazendo. Com isso criei estratégias pessoais de produtividade e foco. Na época de escola meus amigos diziam que o meu dia tinha 48 horas. De alguma forma conseguir me organizar de uma forma que tinha tempo para tudo e mais um pouco. Durante a época de arquitetura adquiri com isso uma capacidade e agilidade de compreensão de projetos e desenhos criativos e técnicos. As horas rendiam mais e me davam a possibilidade de sair mais cedo e aproveitar o final do dia para me exercitar ou fazer arte (literalmente). Quando decidi mudar a vida de rumo tudo isto serviu muito bem para o trabalho em casa. Fazer home office exige uma disciplina e organização ainda maior. Tudo pode virar uma tentação e distração quando se trabalha perto da cozinha e do quarto. Durante dois anos trabalhei assim, com horários fixos para acordar e para refeições. Tirar o pijama e colocar outra roupa, mesmo que fosse confortável e para ficar em casa, sempre ajudou também. Quando o Marcos e eu decidimos morar juntos, mais responsabilidades no dia surgiram, como cozinhar e lavar roupa. Durante o primeiro ano fomos nos adaptando e acertando para que conseguíssemos novamente alcançar os nossos níveis de produtividade.
Este ano efetivamente tudo parece que entrou no trilho novamente, e este ainda mais eficaz. Ao nos mudarmos para um espaço de co-working tudo se intensificou ainda mais. Embora estejamos rodeados de pessoas das mais diversas áreas, o ambiente proporciona uma maior concentração e produtividade. As pausas são mais agradáveis, sociais e rendem ideias e projetos interessantes também. Entrei oficialmente na Osmose em Maio (ganhei minha caneca hoje que data o meu primeiro dia por aqui). Desde então tenho sentido que as minhas horas rendem mais, dentro e fora do studio. Quando estou focada em algum trabalho parece que tudo em volta desaparece e aquilo se torna o meu único ponto de vista. Linhas surgem de forma natural e fluida e quando saio daquele momento intenso de concentração, olho no relógio e me dou conta que se passaram apenas duas horas, sorrio, pois percebo uma evolução e produção (de qualidade) otimizando o tempo ao seu máximo.
Hoje o dia foi por aqui, no coworking:

6:40 - o despertador tocou. As sextas-feiras parecem se tornar mais difíceis para levantar. A semana intensa vai carregando o corpo e a mente e pulamos sempre da cama para abrir a porta para a Neia, que deixe a nossa casa brilhante e cheirosa antes de todos os finais de semana. Com ela já por ali, vamos fazendo o café da manhã e nos arrumamos para sair.

9:00- Hoje, além da dificuldade de sair da cama, nos sentimos mais lentos também na rotina matinal. Finalmente estávamos prontos para sair e juntos partimos para o Coworking.

das 9:30 ao meio dia - Trabalhei em projetos diversos. Orçamentos, emails, finalizei três telas (menores) para uma cliente e comecei uma grande tela por encomenda.

Almoçamos no lounge do espaço, onde conversamos discutimos ideias para otimizar o espaço, deixando ele mais caloroso e elegante. Outro ponto positivo do coworking é poder compartilhar estas ideias, e colabor(ativamente), melhorar o espaço para todos. Sempre conversamos em grupo e vamos chegando às melhores conclusões. Isto acontece tanto para os ambientes internos como externos também. Recentemente o espaço adquiriu pallets, que estão sendo ajustados para compor o lounge externo. Ainda precisam de algum tratamento e disposição melhores, mas mesmo inacabado já vai transformando a usabilidade pelos co-workers. Interessante observar como todos se movimentam.

das 14:00 às 17:00 - Finalizei a grande tela por encomenda. São os chamados “visual story telling” (contando histórias visualmente) que digo que faço. Um casal foi convidado para um casamento exótico no exterior. Como padrinhos resolveram dar um presente diferente e personalizado. Me contaram sobre o casal e seus hábitos e assim criei uma tela. Ela é única e direcionada para eles. De longe parece uma composição bela, mas ao chegar perto se percebe muitos detalhes que conta a história do casal que irá trocar alianças. Gostaria de me transformar em um pequeno pássaro, do outro lado do mundo, para ver o presente sendo dado.

das 17:00 às 20:00 - Segui com projetos mais gráficos como desenvolvimento de identidade visual e layout de um site. E com isso vou fechando a minha sexta-feira #emosmose (usamos esta hashtag por aqui, para caracterizar os co-workers trabalhando, se conhecendo, se ajudando e trocando - em Osmose).

Depois de uma semana intensa, posso dizer que foi produtiva. Coloquei os meu níveis de produtividade e concentração nos seu níveis mais altos e por isso, decidi, em conjunto com o Marcos deixar o trabalho e as redes por aqui agora, e desligar por pelo menos esta noite. Amanhã estaremos de volta, para mexer no espaço e assistir o curso de uma amiga sobre Cool Hunting.

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trabalhando em uma encomenda

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lanche da tarde na nova área externa (em construção ainda)

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a cia dele no meu dia a dia #emosmose

uma semana com kaju: dia 04

ser esponja

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novidades na Osmose

Como sempre digo, a cada dia pessoas novas cruzam o meu caminho, mas hoje cheguei à conclusão que, além disso, o interessante é conhecer a casa e as rotinas das pessoas. Eu sou uma pessoa temporária na vida destas pessoas. Já conhecem o projeto Temporary People? Fala justamente destas pessoas temporárias. Sempre pensava nas histórias que eu poderia contar das pessoas que passaram na minha vida, mas a verdade é que sou uma dessas pessoas diariamente em casa e vidas diferentes. Sou alguém que passa por ali por algumas horas, deixa uma marca (física de fato) e vai embora. Foi interessante mudar o ponto de vista e se perceber como uma pequena invasora no dia a dia das pessoas. Invasora no sentido alegre, como alguém que causa uma quebra na rotina e proporciona um momento de estética, de linhas, de cores e carinho. Hoje o dia foi assim:

7:00 - Levantei e o Marcos já tinha cortado o mamão e se preparava para uma rápida corrida. Ah o meu exercício dessa semana - justo essa que estou compartilhando - não está regrado. Acho que isso acontece uma vez a cada seis meses. Que pena!
Terminei de preparar o café da manhã e depois de alguns momentos de fazer a cama e ajeitar algumas coisas na cozinha, sentei no computador. Tinha uma entrega de uma estampa para fazer hoje e faltava finalizar alguns detalhes. Tudo isto deu tempo antes de ter que sair para uma arte.

9:30 - Sai para fazer uma arte. Tenho clientes de todos os tipos. Aqueles mais controladores e detalhistas, outros mais livres e confiantes. Hoje foi um deste, bem mais livre e confiante. Daquele tipo que gostaríamos de encontrar todos os dias. Deixou a chave da casa nas minhas mãos e o único briefing foi: “quero que seja algo impactante no sentido de quando a pessoa abrir a porta do meu lavabo ela fique ali, por alguns segundos, sem ar.” Neste tipo de trabalho tenho total liberdade de criação e expressão e são os que me proporcionam mais alegria e possibilidade de evolução e superação. Sai feliz com o resultado e feliz de ter tido a sorte de mais um cliente assim cruzar o meu caminho.

13:30 - A caminho de casa passei rapidamente no Extra para abastecer alguns itens “extras” das compras semanais. Chegando em casa almocei e sentei no computador
para trabalhar em alguns projetos gráficos. Finalizei a estampa que trabalhei logo cedo (que foi aprovada em seguida! yay!) e trabalhei no layout de um site também.

17:00 - Recebi o Gustavo, um agente de seguros de vida para um bate papo. Conversamos sobre o que? A vida. E como se assegurar de alguns riscos que acontecem no nosso dia a dia. Foi uma conversa indicada por um casal de amigos e acho que foi produtiva (e longa).

18:30 - Sentei novamente no computador para finalizar alguns trabalhos e comi uma fruta. O lanche foi mais tarde do que de costume, mas não tive forças de segurar até o jantar.

19:00 - Marcos chegou em casa e já seguimos para a casa dos meus pais para um jantar gostoso e de muita conversa. É interessante observar como a relação com os pais vai mudando ao longo do tempo. Quando saímos de casa, temos que nos atualizar de tempos em tempos, algo que antes era diário. Foi um papo gostoso e fechou o dia com chave de ouro.

23:40 - Terminando por aqui para ir deitar mais tarde do que de costume, cansados, mas feliz com um dia produtivo e de muitos sorrisos.

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arte do dia por kaju.

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vistas de são paulo

uma semana com kaju: dia 03

ser esponja

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o Marcos sempre atento à horta da Osmose

Nas minhas semanas tento sempre separar dois dias para ir à Osmose. E os dias de pinturas e reuniões são concentrados, para evitar o vai e volta. Assim consigo focar e dar uma sequência interessante para trabalhos que precisam ser feitos no studio, como telas, ilustrações e trabalhos gráficos. Quando se trabalhar por conta é importante criar uma rotina de horários e coordenar agendamentos, para que se tenha mantenha pelo menos alguns padrões. Costumo incluir nessa agenda os meus exercícios e treinos. Infelizmente, como há muito tempo não acontecia, não estou conseguindo manter esta rotina que tanto me faz falta. É raro eu dizer “não vou treinar hoje”, pois é algo que me ajuda a relaxar e me concentrar depois, a dormir e acordar energizada. Quando digo isso é porquê o volume de trabalho está mais intenso do que normalmente. Por isso (só para intensificar um pouco mais), decidi compartilhar tudo com vocês.
Hoje foi um destes dias, corridos e sem exercício mais uma vez, mas no studio:

06:00 - Por volta deste horário o Marcos levantou para beber água. Com o seu barulho inconfundível de pantufas rodando pela casa acabei abrindo os olhos também e fui banheiro. Julgando pelo escuro lá fora e pelo meu cansaço, achei que fosse o meio da madrugada. Quando deitei a cabeça no travesseiro o despertador do Marcos tocou. Por um segundo aquele sentimento de “ah não” tomou conta de mim. Ele ainda estava perambulando pelo nosso (“gigante”) apê (coisas de Marcos) e deitou ao meu lado de novo. Ficamos ali por alguns momentos, de olhos fechados, decidindo se levantávamos ou esticávamos um pouco mais o sono. Ele logo levantou. Eu ainda permaneci por alguns minutos, esvaziando a mente e ao mesmo tempo pensando no dia que estava começando. Levantei quando a luz começava a invadir o apartamento.

das 6:40 às 7:30 - Hora do café da manhã de todos os dias. Enquanto preparava a refeição e as marmitas para o almoço, Marcos fez um alongamento e uma rápida sequência de exercícios. Enquanto ele estava no banho eu ingeri a primeira refeição do dia. Sequência invertida depois disso e últimos detalhes para sair.

9:10 - Chegamos, de moto, na Osmose. Preparamos um chá como de costume ao chegar e imergi no meu pequeno studio pelas próximas muitas horas. A parte da manhã foi focada em responder emails e resolver questões administrativas.

12:30 - Almoço ao lado do Marcos, que colheu tomates e manjericão fresquinhos para compor o nosso prato.

das 13:20 às 16:30 - Horas no studio, trabalhando em ilustrações de um projeto super bacana que está rolando. No total são três grandes desenhos (aproximadamente 50x25cm) que se tornarão estampas para um produto. Claro que neste período longo levanto de tempos em tempos, para beber água, chá ou ir ao banheiro. Sempre importante se movimentar.

16:30 - Lanche da tarde no jardim com a companhia de outros co-workers.

das 17:00 às 19:00 - mais algumas horas no studio. Trabalhando em ilustrações de dois projetos diferentes. De repente o Marcos aparece no vidrinho da minha porta, me lembrando que era hora de ir para casa.

20:00 - Chegamos em casa, descarregamos (ou não), pensamos na preparação do jantar e iniciamos a rotina de todas as noites. Banho, janta e hoje, mais um pouco de trabalho. Dia intenso que começou com uma notícia triste de uma jovem que fechou os olhos para sempre. O dia seguiu um pouco pensativo no quanto a nossa vida é frágil e que nunca sabemos o que pode acontecer amanhã. Estou em um momento intenso da vida, mas parei para lembrar que temos que valorizar cada momento ao lado das pessoas que estamos, lembrar de sempre expressar tudo aquilo que sentimos e aproveitar os momentos de trabalho e de lazer. Sou grata pelo momento que estou vivendo, mas buscando maneiras de diminuir o ritmo para poder estar mais presente na vida de algumas pessoas. Inclusive na do Marcos. O dia terminou com um grande sorriso, com estes passos que estou decidindo tomar e principalmente ao receber um telefonema de uma cliente, dando gritos de felicidade com o preview das ilustrações que enviei.

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dia no studio dividido entre o computador e ilustrações

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organização dos pincéis em vidros reutilizados

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uma das ilustrações do dia

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o pôr do sol exclusivo que tenho da minha janela

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em busca de um jantar (com mochila)

uma semana com kaju: dia 02

ser esponja

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arte do dia: uma cidade no lavabo

Mais um dia se passou e posso dizer que estive em muitos cantos da cidade. Apenas na parte da manhã.
O dia começou cedo e foi produtivo:

6:15 - tocou o despertador. A saída da cama parece que foi mais fácil hoje. O que o psicológico não faz com a gente. Tinha horário para sair, e, se não levantasse rápido, tudo se atrasaria. Quando não temos horários o corpo entende e liga a chave da preguiça. Ao levantar, ainda no escuro, já começamos a preparar o café da manhã.

6:45 - antes de comer uma alongada no tapete de yoga, seguido de alguns abdominais e prancha. O café da manhã começou com a água morna com limão de todos os dias, tapioca com acelga e mussarela de búfala e mamão com pólen.
Depois de comer sentei alguns momentos para deixar a comida baixar e comecei a me preparar para sair: fazendo cama e me vestindo. Enquanto isso o Marcos terminava de preparar um suco verde e partiu para uma corrida.

7:25 - Hora de sair. Preparei os últimos detalhes da bolsa de arte e peguei os lanches para me abastecer durante as próximas horas. (biscoitos de arroz, uma maçã e uma garrafa de suco verde fresca)

7:45 - Cheguei no bairro da intervenção do dia. Depois de mais de 10 minutos rodando buscando papéis de zona azul e depois uma vaga, finalmente parei o carro e toquei o interfone. Mais um apartamento que recebeu um toque de arte. Desta vez um projeto do Estúdio Cidade. No começo ficava tímida ao entrar na casa de tantas pessoas que não conhecia. Hoje já aprendi a abstrair um pouco estes sentimentos e me tornar parte do cotidiano delas, mesmo que seja por algumas horas apenas. Converso, compartilho e ouço histórias. Se torna uma vivência interessante. Hoje, além dos pais que me receberam e depois saíram para trabalhar, tive a companhia de dois meninos que batiam curiosos na porta do lavabo para ver se o desenho crescia. Primeiro disseram: “são castelos!” e logo foram corrigidos pela mãe que disse: “não filho, é uma cidade!”. São os edifícios da nossa cidade, que poderiam ser castelos também, não acham? Conheci todos os bichos de pelúcia e recebi 4 “tchau” de cada um quando estava na porta do elevador. Pequenos detalhes que me fazem sorrir e sair com o coração mais quente. (sim, ele é meio frio às vezes).

10:30 - Antes de cruzar a cidade tive uma reunião pelo telefone com o Rio de Janeiro. (um novo projeto que por enquanto ficará sem muitos detalhes), enquanto tomei o suco verde que o Marcos preparou para mim e alguns biscoitos de arroz. Vinte e três de Maio, Radial Leste…. e sim… lá na Zona Leste estava eu por aproximadamente uma hora, enquanto muitos ainda saiam de casa pela primeira vez. No Brás mais especificamente, comprando tecido para um projeto colaborativo junto com o Estúdio Kinin. Irmãos designers com quem estou fazendo uma parceria para o Design Weekend. Vem coisa interessante por ai.

11:30 - Parada em uma loja de artes para comprar alguns materiais para os jobs da semana.

12:10 - Em casa depois de uma longa manhã foi hora de abrir o computador e dar uma checada rápida nos emails que se acumularam. Sem conseguir responder todos ainda, a fome começou a bater. Para otimizar o meu “horário de almoço”, tirei a roupa de cama que estava no varal e coloquei uma máquina de “claros” para funcionar. Enquanto as roupas foram lavadas, preparei o meu almoço e comi. Tudo se encaixou perfeitamente. Para dar uma pausa depois de comer, estendi toda a roupa cheirosa no varal e finalmente sentei no computador para dar início à outra parte dos trabalhos do dia.

das 13:30 às 17:30 - Trabalhei em um projeto de um livro chamado Dos Pés ao Léu. Fui convidada para fazer intervenções com ilustrações e diagramar este livro que une fotografias inusitadas e poesia. De página em página fui diagramando e ilustrando, fazendo uma imersão total no conteúdo, com apenas uma música ao fundo. No meio deste período levantei algumas vezes para beber água. Ficar apenas com um copo de água à mesa e ter que levantar para pegar mais é um motivo para levantar e esticar as pernas. Importante para não ficarmos muito tempo sentados. Movimente-se sempre!

17:30 - hora do lanche da tarde e pequena pausa para escanear ilustrações e documentos.

das 18:00 às 20:00 - Terminando esta etapa do livro recebi um telefone pelo FaceTime de uma amiga querida que está morando na Alemanha. Enquanto finalizava os arquivos, enviava e começava a ilustrar uma estampa, conversamos. Colocamos os papos em dia que há muito tempo não fazíamos. Foi uma boa distração e sempre bom ouvir que amigos que estão longe podem ficar mais pertinho por conta da tecnologia. Sinto falta de tantas pessoas que estão longe. Amigos, irmãs, avós… Lindo seria se pudéssemos dar um abraço em todos em um piscar de olhos. Enquanto isso focamos na nossa rotina por aqui.

20:00 - O Marcos chegou e foi logo para a cozinha fazer pães (com glúten) com um fermento caseiro que ganhou. Enquanto isso finalizei alguns detalhes da estampa que estava nas minhas mãos.

20:55 - Hora de fechar o computador, tomar banho e ir jantar.
Horário estimado para ir dormir será novamente entre 22:30 e 23:00 horas. Cumprimos ontem e espero cumprir novamente. Dia longo na rua e em casa. Amanhã é dia de Osmose!

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cidade cinza e azul pela região do brás

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quando o amor aparece nos cabides caídos. belezas de lavar a roupa

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almoço para um: brócolis, abobrinha, farofa e mussarela de búfala

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lanche da tarde: smoothie de mamão com ameixa seca e tapioca com acelga

uma semana com kaju: dia 01

ser esponja

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arte em progresso durante a manhã

Como costumo dizer, os meus dias são diferentes um do outro, as semanas variam entre lugares, projetos e pessoas novas. Muita gente me pergunta como é a minha rotina e sempre digo: “louca!"Por isso e por outros motivos, escolhi uma destas semanas "loucas” para dividir o meu dia a dia com vocês. No mundo artístico em que estou vivendo e trabalhando, sou conhecida como kaju, nome proveniente da junção de Kalina (nome) e Juzwiak (sobrenome). Nome também que deu origem ao studio kaju.ink, onde crio projetos variados que ligam a arte a superfícies e ao design.
Para facilitar o cronograma fiz uma pequena agenda em tópicos. Bem vindos à “semana com kaju”:

6:30 - o despertador tocou! entre o cansaço e a cama acolhedora, enrolamos alguns minutos e finalmente levantamos dez minutos depois. pequeno alongamento e rotinha matinal no banheiro.

6:45 - em pé na cozinha preparando o café da manhã. O Marcos cuidou da água morna com limão e partiu o mamão. Enquanto isso preparei as tapiocas do café e do lanche da tarde também. Em seguida preparei um brócolis para ser consumido no almoço.

7:10 - Café da manhã reforçado com tapioca, mamão com cereais e um ovo cozido.

das 7:50 às 9:20 - fiz a cama, abri o meu email para responder algumas mensagens que entraram no final de semana e enviei alguns desenvolvimentos de projetos. tomei banho e me arrumei para sair. dia de arte!

10:10 - cheguei em um apartamento em Moema onde fui chamada para fazer uma intervenção. A arquiteta Monica Fidelix me recebeu e ficou ao meu lado nas primeiras linhas. A arte foi fluindo de forma natural, porém baseada em um esboço previamente aprovado pelos clientes. Quando pinto, não uso qualquer tipo de base, então a proporção vai surgindo a partir do esboço (quando ele existe). A linguagem é mantida, mas a arte vai passando por adaptações para se encaixar na escala maior. Neste período parei por alguns minutos para tomar um #sucoverdelimão (hoje mais para rosa) que preparamos ontem.

13:00 - a arquiteta saiu por algumas horas e eu finalizei a arte. esperei ela voltar para dar o ok final. aproveitei o tempo para ler alguns emails que foram entrando no período da manhã e conferi mensagens nas redes sociais.

13:30 - parei no armarinho a caminho de casa, onde compro canetas e telas por valores mais em conta. comprei o material para algumas intervenções da semana.

14:30 - estava em casa, sentada e pronta para almoçar.

das 15:10 às 17:30 - trabalhei em alguns projetos; trabalhei em ilustrações de cidades que comecei no final de semana e são encomenda de uma antiga cliente de aniversário para o marido. um trio de telas que retratam as cidades de São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília. Segui para o computador onde cuidei de orçamentos de paredes, follow up de identidades visuais e entrevistas.

das 17:30 às 18:00 - lanche da tarde: smoothie de banana, com água de coco e cacau puro; com uma tapioca com acelga.

das 18:00 às 20:30 - segui no computador respondendo emails e finalizando uma etapa importante da identidade visual de uma cliente. 15 minutos depois de ser entregue foi aprovada. Viva!

20:30 - banho e o Marcos chegou do dia na Osmose Coworking. Enquanto pedi os produtos orgânicos para serem entregues na quinta-feira ele preparou o jantar e tomou banho também.

21:15 - terminando de escrever este post e estamos prontos para jantar, lado a lado, depois de um dia intenso.

A previsão é dormir por volta das 22:30-23:00 horas, pois amanhã é outro grande dia!

boa noite!

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cor do lanche da manhã, que acompanhou biscoitos de arroz

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arte finalizada na hora do almoço

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almoço: feijão, farofa, brocolis, tomate e alface veio por cima também

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trabalhando nas telas temáticas durante a tarde

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smoothie do lanche da tarde em construção

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orçamentos e estudos de identidade visual

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alguns minutos apreciando o belo por do sol

você se transforma

criar contexto, pensar acordado

Regular c

hoje, no trânsito, sorrindo pelos acontecimentos do dia

Conversando com pessoas aleatórias, notamos uma constante insatisfação com o trabalho escolhido. Diálogos que começam assim: “como você está? e o trabalho?” e terminam com: “estou bem, infelizmente trabalhando muito!”. e sempre ficamos com aquela resposta em nossas mentes: “infelizmente?”

Na maioria das vezes quem escolhe o trabalho que faz parte da nossa rotina diária somos nós mesmos. Optamos por trabalhar em algum lugar, ou para nós mesmos, e nos adaptamos facilmente a rotinas novas. Quando trocamos de emprego queremos algo ainda melhor, que se encaixe nos nossos gostos e desejos para o futuro. Em que momento nos sentimos infelizes com aquilo que escolhemos? O que muda? O trabalho? Nós? Os sonhos?

O Marcos e eu também tivemos este momento. Ele trabalhava em duas empresas simultaneamente, desenvolveu uma gastrite de tanto absorver os problemas dos outros e se alimentar de quantidades anormais de café. Em algum momento percebeu que aquilo não era para ele e o corpo estava avisando. Ele é uma pessoa prática neste sentido, e que, quando a vontade de fazer algo surge, ele faz! Saiu dos empregos e decidiu se jogar em uma rotina de estudos para tornar as vontades dele em realidade. Estudou! E estudou! Mais de 14 horas por dia na frente do computador. Foi persistente, aprendeu e hoje, dois anos depois desta fase, está trabalhando com um sócio em um co-working e com projetos interessante batendo à porta. Aos poucos as coisas vão se alinhando e tomando forma.
Por outro lado, mais ou menos na mesma época, eu estava abrindo o meu escritório de arquitetura com um sócio. As coisas começaram bem e logo o dinheiro era o foco dele, e não necessariamente o meu. Paralelamente, como uma forma de fuga, investia mais tempo nas minhas artes, construindo um portfólio e indo atrás de potenciais clientes. Isto parece apontar o caminho que tomei de forma óbvia, mas foi um pouco mais complicado do que isto. O meu corpo me avisou e eu demorei para entender. Ele ficou pior e eu cada vez mais infeliz. Tudo vira uma bola de neve e se projeta para outros fatores da vida. O relacionamento com a família, o relacionamento com o Marcos. Eu me afogava no meu próprio desespero e respirava apenas com o nariz para fora. Não sou tão prática e direta como o Marcos (estou aprendendo com ele) e custei a perceber, ou melhor, a admitir, em voz alta que queria mudar. Os caminhos se cruzam, se alinham, nos mostram de uma forma ou de outra aquilo que nos deixa feliz. Não busque entender o que é a felicidade e sim as pequenas coisas que te deixam feliz. Elas te mostrarão o caminho de forma mais natural.

Estar com os amigos te deixa feliz? Ajudar alguém te deixa feliz? Viajar te faz sorrir? Ir a exposições te inspira? São os pequenos detalhes que ditarão a sua vida. Foque naquilo que deixa a sua alma leve. Foque em melhorar ainda mais as suas qualidades e não a mudar ou tentar entender as suas fraquezas. Elas se desenvolverão naturalmente. No que sou bom? Em ouvir? Em falar? Em gritar? Em apresentar? Em arrumar? Em produzir? Faça uma lista das coisas que você faz bem. Está com preguiça de escrever (ok, pode não ser o seu forte, assim como não é o meu)? Ligue para um amigo com quem se sinta à vontade de falar sobre o momento que está passando. Com a ajuda dele/a, converse e peça ajuda para entender aquilo que você faz de melhor e o que são os seus defeitos? No final, faça uma nota mental para deixar estes defeitos de lado e focar naquilo que é natural para você. Isto te mostrará o que poderá te trazer mais prazer na vida.

É o que te fará sorrir ao estar sentado no carro, sozinho, dirigindo em uma cidade como São Paulo, na hora do rush e depois de uma chuva. E o que te fará rir, ao estar nesta situação caótica e ainda precisar ir ao banheiro. Há dois anos atrás eu estaria com raiva, provavelmente gritando para sairem da minha frente, embora ninguém pudesse ouvir, buzinaria para aquele imbecil que tentou entrar na minha frente sem dar a seta e chegaria em casa descontando tudo isso nas pessoas que estavam sempre ao meu lado e querendo o meu bem. Você está feliz no seu trabalho? Com a sua escolha profissional? Não? Faça algo a respeito. A sua vida está acontecendo agora, e não no futuro, quando a conta estiver com mais dinheiro, quando você puder ser promovido (talvez) para um cargo superior, quando puder ter uma vida estabelecida para fazer mudanças e ai então, um dia, largar o emprego e abrir o próprio negócio. Sim, o dinheiro é importante, então guarde-o. Se tem um trabalho que traz um retorno financeiro, faça um pacto com você mesmo para guardar parte dele. Esta parte não pode ser tocada, nem para comprar uma coxinha no lanchinho da tarde. Repita esta atitude durante algum tempo e verá que tem uma capacidade incrível para guardar dinheiro. Ai então tome uma posição e viva o agora e não o talvez algum dia!

É difícil? Não necessariamente! Você vai querer desistir em algum momento? Provavelmente! Existe uma fórmula certa? Não! Você precisa de um talento? Todos temos algum talento! Você será um unicórnio colorido e saltitante todos os dias e todas as horas porquê gosta daquilo que faz? Jamais! A vida tem altos e baixos, você sempre terá aquelas coisas que gosta mais e outras que menos. Em qualquer profissão você terá que lidar com pessoas diferentes, com pessoas difíceis, com números, contas e com a sua capacidade de guardar dinheiro (pelo menos no começo). Mas no final das contas a resposta da balança deve ser: “Estou ótimo e feliz que estou trabalhando muito!”

Regular 90950 do what you love

simples assim? para nós parece que sim.

café ou chá: Juliana Casemiro

pensar acordado

Regular 01

pílula 1: café ou chá com juliana casemiro

A Juliana surgiu de forma inesperada em nossas vidas ( ou em minha vida, pois apesar do Marcos ter contato virtual, não a conheceu pessoalmente ainda ). A Marcela da Paperia (sim, ela de novo! É inevitável citá-la, pois é nossa vizinha e compartilha muitos momentos conosco), uma tarde no apê dela me mostrou um perfil interessante chamado temporary people! Descemos um pouco no feed para explorar, lemos algumas histórias e salvei o perfil para acompanhar as novidades. (segura este pensamento!)

Algumas semanas depois recebi um e-mail da Maisa (já contamos mais sobre ela por aqui me convidando para fazer parte de um novo projeto dela e da Eleonora (outra pessoa incrível e criadora do blog “c'est super”). Fui apresentada virtualmente para todas as integrantes do grupo e marcamos a primeira reunião física lá no ateliê de cozinha da Maisa. Liguei alguns pontos e descobri que o temporary people era uma criação dela. Alguns minutos depois recebi um e-mail da Juliana que dizia assim:

“O temporarypeople é meu, sim! Fiquei super feliz quando você começou a seguir, a Maísa já tinha falado de você, já era fã mesmo! :)

Sei que a gente nem se conhece ainda direito, mas seria muito abuso perguntar se posso descer com você pra reunião (caso vá de carro)?”

E foi assim, após trocar algumas mensagens pelo whatsapp, saindo da minha garagem em uma quinta-feira que vi a Ju em pé ao lado do portão. A viagem para Santos foi como se tivesse uma amiga de longa data sentada ao meu lado. Conversamos, contamos e fizemos dois resumos de vida, o meu e o dela, em uma hora e pouco de viagem. O projeto com as meninas continua em andamento, enquanto isso cada uma continua tocando os seus projetos pessoais ou de vida. A Maisa seu ateliê, a Eleonora, agora na França, o seu blog, eu, o meu studio kaju.ink e a Ju, o temporary people.

No resumo do carro soube um pouco mais sobre o projeto e vou resumir um para que entendam cada resposta sútil, porém de peso, do estilo temporary people. A Ju se tornou uma pessoa mais introspectiva durante a escola, descobriu uma paixão pela escrita como forma de expressão pessoal. Na mudança de fase da vida tirou uma temporada para morar em Londres. Por lá, entre muitas aventuras, decidiu aceitar um emprego e virou vendedora de flores - aquelas que ficam na porta de metrôs e estações de ônibus. Vendia flores e observava cada um que ali passava e retornava. Começou a imaginar as histórias que existiam por trás destes personagens, além de virar ouvinte de muitas pessoas que apenas precisavam desabafar com um estranho. Pegou se computador e escreveu histórias e mais histórias, e salvou, tudo em disquetes (sim, faz um tempo). No retorno ao Brasil e à rotina, ao impacto de culturas, aquilo se perdeu, de verdade e as histórias - as escritas - também. As memórias ainda existiam e naquele momento, com o apoio e mais histórias de seus amigos criou o temporary people, um projeto colaborativo sobre histórias, aquelas de pessoas que por um piscar passam em sua vida e deixam uma marca.

Eu já mandei uma história e quero mandar mais. Toda vez que algo pequeno acontece na minha vida e me toca, me lembro da Juliana. Mais uma pessoa que surge na minha vida em um piscar de olhos e deixa a sua marca. Conheçam mais sobre o temporary people ‘temporary people’. e ela tem também o instagram @temporarypeople. que tem um resumo das histórias que são colocadas no site.

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sim, realmente é apenas uma pitada da história

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pílula 2: café ou chá com juliana casemiro

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pílula 3: café ou chá com juliana casemiro

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pílula 4: café ou chá com juliana casemiro

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pílula 5: café ou chá com juliana casemiro

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pílula 6: café ou chá com juliana casemiro

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pílula 7: café ou chá com juliana casemiro

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pílula 8: café ou chá com juliana casemiro

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essa é a ju, que aparece como uma pessoa temporária e toca a vida de muitos

isso que vocês fazem

estar concreto, explorar sem parar

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Ontem pela manhã, Valmir, o marceneiro, veio entregar e montar o móvel que nós desenhamos e ele construiu, para nossa area de serviço/quintal/sacada. (não só de caçambas se monta um apê funcional). Enquanto ele fazia o trabalho muito-bem-feito dele, com a ajuda de seu irmão Vladimir, parou um momento, lá pelas tantas, quase hora do almoço, para tomar um pouco da nossa água do filtro de barro, no nosso copo de aço inox. Observando o apê com mesa, computadores, pinturas e produtos espalhados pelos cantos e nós, em nossos trajes confortáveis, ele soltou:

  • Vocês trabalham em casa…os dois?

Era clara a expressão de surpresa na cara dele. Diante da resposta afirmativa e, uma breve explicação de nossas areas de atuação, Valmir deu o último gole na sua água ainda fresca, e voltou com um sorriso no rosto para os seus afazeres. Depois, pude ouvir aqui do escritório-sala, enquanto ele comentava com Vladimir como devia ser bom fazer isso, “que eles podem fazer”.

Fazer de sua residência uma extensão de seu tabalho, não é um privlégio, é uma consquista. E é também uma capacidade que acarreta grandes mudanças, já dizia a mãezinha de Peter, o homem-aranha:

“Com grandes poderes vêm grandes responsabilidades.”

Nessa história toda, uma coisa é fato: Kalina e eu só “podemos” hoje, porque quisemos, em algum momento no passado. E agora, nós só conseguimos nos sustentar, podendo escolher se vamos ou não, sair do apê para trabalhar, pois cultivamos esse desejo diariamente - mas não alcançamos esse estágio da noite para o dia. Já fazem alguns anos que nós decidimos, cada um em seu momento, largar tudo que fazíamos, pegar o melhor desses mundos, e desenvolver nosso próprio cotidiano remunerado.

A contramão da carteira assinada e o salário fixo no fim do mês tem suas dificuldades, e suas alegrias. Poder escolher quando, e de onde trabalhar, ter tempo para cuidar da saúde e da alma, sentir a tranquilidade necessária para criar coisas novas, conseguir se relacionar com familiares e amigos:

nós não enxergamos, nenhuma outra maneira de viver.

Na mesma linha, temos grandes responsabilidades e trabalhamos duro para manter esse estilo de vida que é indispensável para nós. Nós somos os nossos chefes, empregados, administradores, contadores e criadores. Nós trabalhamos de casa, na rua, no cartório e na praia. Trajados de moletom e camiseta - ou não - o contrafluxo nos serve bem, e vamos continuar a lutar por isso.

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que hora se não agora

explorar sem parar

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fuja da roda-gigante do conformismo

“Ah mas como vocês são corajosos! Largaram tudo pra abrir a própria empresa? Eu queria tanto fazer o mesmo, mas eu não conseguiria.” Tá aí outra razão pela qual decidimos começar esse blog: essa frase. Ouvimos tanto isso de nossos amigos que percebemos que algo estava torto… Sim, Kalina e eu fizemos exatamente isso, mas ei, por mais que eu deteste admitir, nós não temos superpoderes. Nós largamos nossos empregos, adaptamos nossas profissões e estamos investindo em nossas empresas pelo mesmo motivo que você – nós tinhamos vontade. Nossas chances de sucesso/fracasso são as mesmas que as suas e, me diz, que hora se não agora?

Todos os dias, o cidadão comum acorda às 6:15, toma banho em 15, os próximos 15 se vão no preparo e consumo de um café bem forte pra aguentar o dia que começa a raiar, além do pão com manteiga, queijo branco e quem sabe um mamão, se ele teve tempo de comprar no mercado no dia anterior. 6:50 o cidadão tá na rua, pra evitar o trânsito das 7. A noite mal dormida,o banho de gato, o café revirando no estômago – nada adianta muito: a rua já está bombando de pessoas que fizeram exatamente a mesma coisa e agora estão pensando que, no dia seguinte, precisam sair mais cedo.

Eu chamo isso de roda-gigante.

Você aí que se identificou com o começo desse post: que tal tentar antes de falar que não consegue? Aí vem: “eu preciso juntar dinheiro primeiro, depois penso nisso”, ou “não sei se tenho coragem, o que iam pensar meus pais/amigos?”, tem até o “pra você é fácil, mas e pra mim que não tenho nenhum talento?” Oras, quanta besteira. Você não precisa de dinheiro pra começar. As pessoas que amam você vão apoiar ao verem que está feliz fazendo o que está fazendo.Talento, nada mais é que uma predisposição - habilidade vem da prática. Kalina desenha todos os dias desde criança e decidiu focar mais em desenhos abstratos e gráficos que em desenhos arquitetônicos. Eu monto produtos, desde moleque, com sucatas do dia-a-dia. Me formei em desenho industrial e decidi aplicar isso ao mundo da web: fui aprender programação pra criar novos serviços. Você, bem como a gente, está beliscando o caminho que sonha em seguir. Vá em frente, aperte com força: dê o primeiro passo.

O caminho é longo e trabalhoso. Quando você joga tudo pro alto, com certeza vai voltar tudo pra baixo e você tem que estar disposto a fazer malabarismos. A boa notícia é que os loucos se encontram pelo caminho. Estamos nesse processo de adaptações há mais de dois anos e, hoje em dia, estamos cruzando com histórias incríveis de amigos que decidiram que a hora era agora. Semana passada fomos no CEU Butantã, assistir a Paula, nossa amiga, contar histórias para crianças. Ela estava radiante na nova ocupação! Não faz nem dois anos, havia aberto uma agência de publicidade e estava meio conturbada com tantas responsabilidades. Durante o fim de semana visitamos o Markus Thomas em seu novo ap. Ele se formou em arquitetura com a Kalina e hoje em dia abraçou a música como filosofia de vida – e que som contagiante que ele está fazendo. Ah! Essas histórias são tão legais que vou criar uma série aqui no blog pra contar mais sobre estes nossos amigos, mas agora, preciso ir: hoje a noite temos o coquetel da Maísa, uma amiga advogada que, na última vez que a vimos, estava estudando árduamente para a OAB - agora ela está abrindo seu Ateliê de Cozinha.

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Grupo Girasonhos

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Markus Thomas

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Maísa Campos Ateliê de Cozinha

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nós com a Maísa

illustrations by kaju.ink
piece of cloud by AEROGAMI