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apê comTijolo 2016

estar concreto

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o home office

O nosso apartamento é praticamente um camaleão. Desde que viemos morar juntos, ele vem mudando de layout e composição. Quando encontramos o nosso apê e mudamos, ele não tinha nada dentro. Aos poucos fomos conquistando cada objeto, cada móvel, cada cantinho. Isto fez parte de um detalhado período de trabalho, de seleção de prioridades, de escolhas pensadas e espontâneas também. Passamos por dias difíceis e outros mais fáceis, com as contas e no nosso relacionamento. São transições e conversas (muitas conversas!) que fazem parte do dia a dia. Quando as pessoas perguntam: e ai? o apartamento está pronto não é? Sempre dizemos que não! Ainda há tanto para fazer? E por que isso? Pois para nós, o apartamento faz parte das conquistas individuais e do casal também. Faz parte de um amadurecimento pessoal, do crescimento das nossas empresas e, consequentemente, das nossas necessidades dentro do espaço. O nosso espaço, assim como nós, está em constante transição e evolução.

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o nascer do sol para quem entra no apê

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home office integrado com sala de estar

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dormitório integrado com sala de estar

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home office integrado com sala de jantar e cozinha

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o hall integrado com sala de jantar e todo o resto

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detalhes da nossa história no espaço

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a cozinha e área de serviço que também é varanda e horta

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a nossa galeria, bar e banheiro

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o banheiro e seus detalhes

os vidros voam

estar concreto

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últimos dias de sol e vista sem filtros

Um manhã normal por aqui o Marcos saiu para sua corrida pelo bairro. Ao voltar e entrar na porta:

  • Você não sabe o que o Fernando acabou de me contar! (Fernando é um dos seguranças do prédio)
  • O que?
  • Voou o vidro de um apê!

A conversa se desenvolveu e, antes de chegar a uma conclusão, lembramos de uma história que o zelador nos contou, antes da mudança, durante uma visita rápida ao apê. Ele nos aconselhou a tomar cuidado se optássemos por colocar algum filme na janela do quarto/closet. Outro apartamentos, ao transformar o espaço em um segundo banheiro, colocaram filme para a privacidade. A empresa responsável, ao instalar os filmes, passa um estilete nas bordas para tirar o excesso. As janelas do MaxHaus são diferentes: ao invés de fazer parte do caixilho, o vidro é fixado por fora com silicone, por motivos estéticos. As empresas de filme, neste corte de excesso estavam cortando o silicone, deixando o vidro solto. Qualquer vento que batesse, ou até mesmo no momento do corte, o vidro estava voando. Sim, alguns vidros voaram até perceberem que isto não era aconselhável. Mas desta vez, este não foi o motivo, e vidros estavam voando novamente!

A história passou, até que um dia o Marcos e eu queríamos sair pelo térreo para um passeio e o Anderson, outro segurança estava em frente à porta de vidro dizendo que tínhamos que sair pelo subsolo.

  • O térreo está interditado! Mais um vidro voou!

Algumas semanas depois, continuávamos, nós e todos os pedestres, entrando e saindo pelo subsolo. Até que o Marcos, em mais uma de suas saídas, descobriu novamente pelo Fernando (em segredo) que um terceiro vidro tinha voado e caído no térreo quase na cabeça de uma senhora, que já havia escapado do segundo vidro que voou. (dica: senhora, por favor fique em casa!) A vida continuou assim por alguns dias. Térreo e piscina interditados. Pedestres entrando e saindo insatisfeitos pela rampa da garagem. Ao sair um dia de carro cruzamos com um caminhão chegando com estruturas metálicas e chapas de madeira, funcionários e engenheiros. Alguns dias depois uma grande estrutura coberta havia sido construída no térreo, conectando as saídas dos edifícios com a portaria. O percurso rodeado de redes para ninguém ultrapassar o limite coberto. Ao chegar de uma reunião, perguntei para o segurança da vez:

  • O que acontece por aqui?
  • Estão construindo uma estrutura para proteger os pedestres do sol - com um sorriso de sarcasmo, logo depois acrescentou quase como um sussurro – ou vidros voadores.

Esta situação perdurou durante mais algumas semanas. Ao voltar outro dia notamos uma rede que estava sendo colocada em uma das fachadas do prédio. Novamente a vez na portaria era do Fernando.

  • Bom dia Fernando. E agora o que está acontecendo?
  • Estão colocando redes nos prédios, em todas as fachadas…para proteger os moradores.

Enquanto isso, descobrimos que os vidros voadores estavam surgindo principalmente das fachadas Norte. Com o calor que fez há alguns meses atrás, o silicone, que segura os vidros, expandiu e contraiu ao esfriar, e as rajadas de vento que temos por aqui levaram eles para o chão. Falha grave de projeto a favor da estética. A solução que está sendo implementada nada mais é que uma bela gambiarra enquanto o condomínio está entrando com uma ação judicial. Por tempo indeterminado, os moradores do MaxHaus PB vão ver o sol nascer quadriculado.

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as obras de cobertura do térreo e início da rede

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a cobertura no térreo

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a cobertura no térreo

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passantes na janela

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o céu não é mais só azul

o nosso Haus

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a chave para o nosso Haus

Mudamos! Hoje faz uma semana que recebemos a chave. Amanhã faz uma desde que dormimos a primeira vez no apê. E assim os dias vão passando, e a cada dia vamos resolvendo coisas da check list. Lamento informar, mas a realidade é outra. A cada dia parece que temos mais coisas para fazer e resolver por aqui. Móveis, luz, água quente que parou de funcionar (ou nunca funcionou - São Pedro, do clima, continue estando ao nosso lado durante estes banhos gelados), instalar a máquina lava e seca, ir ao mercado, cozinhar o almoço, desenhar móveis e por ai vai. Ah! E trabalhar em meio a tudo isto é claro. Afinal temos que pagar as contas no final do mês. Antes de falar o que fizemos no apê até agora e tudo que ainda falta fazer, vou contar para vocês onde estamos e, em números, por que decidimos ao final por esta região e por este apê.

O Marcos já contou um pouco sobre a nossa procura, os valores base que buscávamos alcançar para o bolso e a satisfação que queríamos sentir ao entrar no nosso futuro lar. Não estamos na Vila Madalena e sim um pouco mais longe, no Panamby, ou Jardim Fonte do Morumbi, para ser mais exata. O ponto de referência é sempre o Parque Burle Marx e sua Mata auxiliar, ou para os menos poetas o Extra da Marginal. O nosso prédio faz parte de um conjunto de dois do conhecido (não para todos) Maxhaus.

Para vocês que já sabem, e para os que não sabem o que é o Maxhaus? É um conceito “novo” de morar (surgiu no mercado há nove anos). Os apartamentos são vendidos com a planta livre (sem paredes para os leigos). O único ambiente fechado é o banheiro que se encontra bem ao meio da planta, sendo que dele, apenas duas paredes não podem ser retiradas. A estrutura é perimetral no edifício e a infraestrutura encontra-se abaixo do piso elevado. A vantagem disto é que o proprietário, ao escolher o seu apartamento, pode fazer com ele o que quiser. Deixá-lo como um ambiente só (popularmente conhecido como loft), dividir o espaço com paredes dry-wall (parede de gesso rápida de ser construída e mais em conta do que as de bloco), para um, dois, três quartos, ou até onde a imaginação levar. Todos os Maxhaus da cidade são inicialmente entregues com o piso de cimento queimado, o teto e uma das paredes estruturais do banheiro em concreto aparente. O estilo de morar agrada principalmente a jovens sozinhos, casais ou aqueles que buscam algo diferente onde podem ousar um pouco com a criatividade. Os apartamentos possuem em média 70 metros quadrados, onde a flexibilidade permite que a minha sala seja o seu quarto, assim como o escritório a sua sala de jantar. O que é melhor? Simplesmente o que você achar melhor para o seu viver. Acompanhando esta flexibilidade, as janelas são pensadas nesta possibilidade de modularidade e, por serem mais compridas do que o comum, oferecem uma excelente iluminação natural (ponto na nossa checklist) e sensação de amplitude.

Nós encontramos um apê no terceiro andar. Andar Baixo? Em uma situação comum talvez seria, mas aqui estamos no topo do morro, sob as copa das árvores, com vista para a Marginal. Escolhemos um apartamento com face norte. O que quer dizer isso? Quer dizer que o sol, na maior parte do dia, estende os seus raios para dentro da nossa cozinha, sala e quarto. Durante o verão pode ficar um pouco quente, mas é o que salva os apartamentos no hemisfério sul durante o inverno. O nosso apê veio semi equipado, o que quer dizer que o banheiro e a cozinha (principalmente esta) estão completos. A cozinha já desde o primeiro dia, possui armários embutidos, fogão, geladeira, micro-ondas e até uma torradeira que descobrimos dentro do armário após dizer “é este!”. No quarto temos um armário, daqueles comprados prontos, que servirá o propósito por enquanto. Quanto pagamos de aluguel por isto? Redondos R$ 2500. Mas e o resto?

O condomínio oferece uma excelente infraestrutura com sala fitness com equipamentos de última geração, uma piscina semi-olímpica de ladrilhos vermelhos (vermelho é o logo do Maxhaus) e um max café, que em outras unidades é terceirizado, mas nesta é um local para festas e reuniões. Além disto uma equipe treinada de seguranças vinte quatro horas, depósitos na garagem, uma vaga por andar (por enquanto), uma vaga de moto e locais para seleção de lixo reciclado. Bom não é? E o melhor, pagamos R$ 420 por isto tudo. Um valor mais do que honesto em nossa opinião. O pacote deste nosso novo lar? Um pouco menos de R$ 3000. As contas extras do apê não devem passar de R$ 300, o que, dividido em dois, resulta em um gasto médio de R$ 1650 para cada um. Por estes e muitos outros motivos optamos em fazer deste o nosso novo lar. Claro que passou pela nossa cabeça que com parcelas destas poderíamos comprar uma unidade, dividida em 15 anos, mas decidimos que, além de não fazer muitos planos para o futuro, permitia uma certa flexibilidade de vida neste momento também. Aceitável não?

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maxhaus panamby pb

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os depósitos individuais na garagem

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cada fosso de elevador tem uma arte

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a nossa cozinha equipada

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max fitness

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max piscina

é esse!

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encontramos.

A ideia de fazer este blog nasceu junto com a nossa decisão de encontrar uma canto para morarmos juntos e cresceu com a intenção de desmitificarmos, a partir de nosso próprio esforço, os pormenores envolvidos neste passo importante da vida de qualquer um. É, nós achávamos que o início seria mais rápido e mais fácil: a procura por si só já foi bastante extensiva - contudo, como prevíamos, só um pouco árdua. Muita horas buscando e visitando apês geraram uma certa angústia por não encontrarmos aquele cantinho ideal. Isso trouxe muitos momentos fazendo planos para o futuro e longas risadas diante da incômoda constante de espaços totalmente incompatíveis com nosso gosto. Foram 120 dias de procura; uns 1.000 anúncios avaliados e 20 apartamentos visitados; 5 imovéis gostados e 3 decididos; duas decepções e finalmente, 1 lar encontrado.

Sim, nós já temos local e data marcados para começar esta etapa de nossas vidas. (!!!!!!!) Escrevo isso enquanto compartilho com a Kalina uma alegria imensa diante das incríveis perspectivas que nos aguardam. Pela dificuldade da busca - já notamos, não será um período fácil, mas será, com certeza, muito gratificante.

Entendemos durante os últimos meses que não existe o apartamento ideal, aquele que contempla todos os itens da sua checklist – e, mesmo que porventura apareça um que tenha todos os itens, há grandes chances de você simplesmente entrar no apê e não se sentir “em casa”. Não adianta forçar a barra: quando você entrar e se sentir bem dentro do espaço, sabe que encontrou o seu próximo teto.

Nós somos apaixonados pelo bairro da Vila Madalena e era nosso sonho de consumo passar os próximos anos de nossas vidas por lá. Não deu. Não podemos ter tudo o que queremos imediatamante, mas é isso que deixa a vida cada dia mais doce, não é? Vamos conquistando o que queremos aos poucos. A bolha imobiliária atingiu forte aquela região e, para alugarmos um apê do jeito que precisávamos, os preços estavam passando dos R$ 4.000 por mês – não dá né. Deixa eu explicar melhor: Kalina e eu, como sabem, temos nossas empresas e trabalhamos em casa. Logo, um apê com quarto, cozinha, sala, varanda e escritório no mesmo ambiente com 40m² não ia rolar – a gente ia se esbofetear cedo ou tarde. Acima de 60m² parecia razoável mas, como disse, os preços astronômicos da Vila extrapolavam muito o nosso teto financeiro, que concordamos ser R$3.000 por mês para aluguel, condomínio e IPTU.

É difícil descrever a sensação de abrir a porta de um apartamento totalmente desmobiliado e ver, imediatamente, o apê do jeito que você quer, imaginá-lo com seus objetos e mobílias e visualizar um cantinho que é a sua cara. Foi isso que sentimos ao entrar em uma das unidades do empreendimento MaxHaus no bairro do Panamby. O conceito jovem e inovador do condomínio, a vizinhança tranquila e arborizada da região, o ambiente minimalista do apartamento e até mesmo a corretora que parecia a pessoa certa na hora certa. Nós fechamos ali mesmo - Karen(a corretora e agora, nossa amiga e vizinha), é esse! – dissemos eu e Kalina, em uníssono.

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as duas torres do MaxHaus Panamby

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avaliando um dos itens que mais pesaram na decisão: o verde.

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vista do novo lar

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o apê! - o sofá não é nosso não, hehe

illustrations by kaju.ink
piece of cloud by AEROGAMI