etiqueta #rotina

decodificar a vida

criar contexto, pensar acordado

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multitarefas e distrações. até que ponto você está sendo produtivo?

E então falamos de produtividade, rendimento, alimentação, exercício, disciplina, hábitos sistêmicos e criar contexto. Mas afinal por quê utilizamos o termo “life-hacking” como uma descrição momentânea de parte do que fazemos? Nesta era onde a tecnologia evolui mais depressa do que a nossa evolução pessoal, as máquinas vem tomando conta de diversas atividades e até profissões do nosso dia a dia. Ao mesmo tempo que podem nos ajudar a organizar a vida e até nos dar mais tempo para criar, a conexão e acessibilidade excessivas vem sendo um grande fator para grandes distrações e aparentes quedas nos níveis de foco. Uma mensagem, um email, anúncio, newsletter, uma curtida em uma foto aqui ou ali, um aviso do calendário, sua avó te ligando para contar que viu você na timeline do facebook. Tudo pula ali na sua tela, desvia o seu olhar e tira a sua atenção por milésimos de segundo, que vão se acumulando e viram horas, dias e semanas de perda de energia ao final de um ano. A vida pessoal invade o café da manhã, almoço, jantar e pausas do café. O trabalho invade encontros, madrugadas e finais de semana. E muitos estão perdendo o controle. As vidas se invadem e não necessariamente para o bem.

Nós seriamos candidatos perfeitos para que isto acontecesse com ainda mais intensidade. Ter as próprias empresas quer dizer literalmente mesclar a vida pessoal e profissional. O que por um lado é incrível, pois sem separação temos a aproximação do que muitos realmente sentem como duas vidas. Aquela durante o dia e a outra “após o trabalho”. Para nós não existe a separação, e o nosso esforço tem efeito direto sobre os resultados da empresa, e logo os nossos lucros também. O life-hacking entra justamente nesta invasão e sobreposição de focos de vida, onde surgiram tantos realizadores de multitarefas. Uma tentativa de resolver inúmeras coisas simultaneamente e ao final do dia perceber que a lista de afazeres apenas cresce. Qual é o real rendimento deste tipo de solução para as tarefas? Como conseguir dividir as informações pessoais e profissionais em um mundo interconectado?

O termo “hack” vem literalmente daqueles que frequentemente conseguem obter soluções e efeitos, extrapolando barreiras e limites da era digital, e da normalidade, para acessar diferentes tipos de sistemas. E vamos imaginar que o sistema da vez seja o nosso próprio corpo. Sim, somos um grande sistema composto de milhares de sistemas menores. E se utilizarmos este sistema para nos disciplinar, organizar e treinar para a produtividade, e assim resolver, de forma inteligente, diversos problemas de atenção, foco e rendimento? Pequenas mudanças na organização do dia, podem se tornar soluções para a vida - a nossa vida - “life”.

Um life-hacker é aquele que diariamente decodifica a vida, para se conhecer melhor, quebrar barreiras pessoais e evoluir, se utilizando daquilo que está à sua disposição, seja internamente ou em forma de ferramentas. A nossa filosofia é utilizar o profundo conhecimento de nossas capacidades e esfera de influência, para o progresso pessoal e profissional. Encarado de forma sistêmica - equilibrando os diferentes âmbitos da vida - para alcançar efeitos positivos na produtividade, rendimento, alimentação, exercício, disciplina e hábitos. Se você não tomar as rédeas da sua rotina, que fará isso por você? Nós fazemos isto através de testes e mudanças pessoais no gerenciamento do tempo, acesso aos emails, respostas de mensagens, telefonemas, reuniões, uso da tecnologia, compras produtos, nutrientes e horas de sono. Tudo isto com o objetivo de criarmos o nosso contexto, com significado, fazendo mais, com menos.

(como fazer isto? em breve novos posts com mais sobre cada detalhe que testamos e que passaram a funcionar para nós)

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vida pessoal e profissional são uma coisa só.

6 hábitos para 6 horas de trabalho intenso

ser esponja, criar contexto

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uma parede de 2 horas

Quando uma pessoa me pergunta: “quanto tempo você demora para fazer uma arte nesta parede de 10 metros por 2 metros de altura, com apenas linha, em preto e branco?” respondo sem titubear: “6 horas, com uma pausa para um lanche”.

Como você sabe, ou talvez não, há alguns anos decidi viver do que costumava ser o meu hobby: a arte. Ela que logo se desenvolveu para algo mais como um potencial criativo e conceitual. Através da união de diferentes técnicas transito entre a criação de obras e projetos com significado. Mas é importante dizer que, além da escolha de fazer uma mudança na vida, foi necessária uma consciência corporal e mental ainda maior. Cresci em um ambiente onde o equilíbrio entre corpo e mente sempre foi valorizado e por isso, desde nova, alcançava níveis altos de foco e produtividade. Quando decidi transitar para uma nova jornada, a vontade de me conectar com este rendimento cresceu ainda mais. Criar, estar, e organizar coisas de forma coerente e produtiva, exigiu o desenvolvimento de hábitos, aparentemente simples, mas que fazem toda a diferença. Não hesito em responder o tempo que levo para criar, pois conheço o meu corpo, foco e produção.

No início, até que eu entendesse o ritmo de trabalhar de forma independente, passei por diferentes fases e testes para encontrar a fórmula que funciona para mim. Sim, para mim, pois não existe uma fórmula que se aplica a todo mundo. Cada um de nós vive em um entorno diferente e absorve ele em intensidades diferentes também. Cada mente tem um limite de conexão e produção. Cada corpo tem uma estrutura e resistência. O identificar e construir o nosso exige disciplina e determinação. E principalmente consciência. Um exercício de auto conhecimento, não apenas psicológico, mas físico também. O que eu como que me faz bem? O que não tanto? O que me dá energia e o que não? Que tipo de exercício libera endorfina o suficiente para ser um combustível de energia? O que me faz dormir melhor? Em que posição, intensidade de luz, barulho ou concentração durmo ou trabalho melhor? Em que situações me sinto confortável ou nem tanto? Que pessoas me fazem bem e quais não? Preciso realmente ir a um evento se não sinto vontade de ir? O que a variação climática, de temperatura ou até mesmo fase lunar influencia o meu dia ou noite? Que música me inspira? Que aromas acalmam a alma? São perguntas que podem parecer clichês, complexas ou sinônimo de muitas horas de pensamentos estáticos, mas ao transformá-las em hábitos, encontrei a consciência para transformar ainda mais os meus dias (e noites) e aumentar o meu rendimento produtivo e energético.

Sou intolerante a glúten. Passo muito mal quando como? Depende do meu bem estar do dia? Ingiro alimentos que contém esta proteína em um dia que estou me sentindo melhor? Não. O meu corpo não digere bem alimentos que contém glúten, portanto evito ao máximo chegar perto deles. O que faço se vejo uma vitrine de pães de salivar a boca? Passo reto sem ao menos hesitar. Programei a vontade de algo que costumava gostar, o desejo, a gula, para o “não me faz bem”. O mesmo acontece com a carne vermelha ou outros alimentos gordurosos e fritos? Passo tentação? De jeito nenhum. O ingerir, por ingerir, em algumas horas me trará desconfortos e dores. A longo prazo destruirá o meu aparelho digestivo e fígado, dois sistemas do meu corpo que já são enfraquecidos. Por quê ingerir aquilo que não te faz bem? Não tomo refrigerante para emagrecer? Tomo suco verde pela manhã para entrar na onda do detox? Não como carne para postar sobre as segundas sem carne? Não! Não uso rótulos, não sou vegetariana, paleo, vegana, ou outras definições. Conheço os meus sistemas, o que eles precisam e o que faz eles desprenderem energia (já parou para pensar por quê sente sono ao comer demais? toda sua energia vai para o aparelho digestivo). Portanto, respeito eles. Ingestão de nutrientes que alimentam e somam, água para hidratar o corpo antes de ele sentir sede, para o funcionamento pleno dos órgãos e da mente.

O mesmo princípio se aplica ao sono. Um assunto que me interessa e muito. Gosto de acessar o meu inconsciente, de sonhar, de sentir, de desligar a mente. Não só gosto, mas preciso, pois conscientemente a mente é ativa, acordada, acelerada e as conexões acontecem incessantemente. No sono encontro a minha calma, o meu recuperar e regenerar. Dormir quanto? Deitar na cama antes das 10:30 de preferência, e dormir, de 7 horas e 15 minutos a 8 horas e 15 minutos. Sim, e 15 minutos. Estes minutos são o adormecer e acordar do corpo e da mente, para então ter 7 horas de sono pleno. E se sinto sono durante o dia, por uma noite mal dormida durante a lua cheia ( sim, tenho mais dificuldade de desligar a mente durante a lua cheia ), deito por 20 minutos por volta das 10 da manhã ou 14 horas da tarde, dependendo da disponibilidade. Vinte minutos, para mim, são suficientes para recuperar parte do cansaço antes de me preparar para uma próxima noite de sono mais profundo.

Seis horas em pé, criando, pintando incessantemente (salve a pausa do lanche) exige não só muito da mente, como também do corpo. Braços, pernas, ombros, pernas e coluna. Postura, força e resistência. Faço exercícios para emagrecer e alcançar um corpo escultural? Longe disso. Vai muito além da estética, para alcançar resistência e força, para construir a minha produtividade e potencial. Do que adianta passar um dia pintando se no dia seguinte eu não sair da cama? Quais os seus limites físicos? Onde estão as suas fraquezas? Qual a sua consciência e consistência ao fazer exercícios? Eu tenho um batimento de coração atípico e com isto a minha respiração também não é consistente. Encontrei na corrida uma forma de levar o meu corpo à resistência e constância na respiração. Quebro minhas próprias barreiras para respirar de forma rítmica para manter a postura na corrida. Faço exercícios localizados, acompanhados por um profissional, para fortalecer articulações e membros.

Quanto tempo você aguenta ficar em pé, com o braço levantado, fazendo movimentos corporais para gerar linhas e detalhes sobre uma superfície? Tudo isto de forma espontânea, criando uma obra única. E muitos dizem: “mas para você é fácil, você tem um dom! o seu trabalho é o seu hobby, e este consiste em desenhar.”

Consciência, coerência e consistência para um alto rendimento e produtividade, através da ingestão de sólidos e líquidos, trocas energéticas, um sono regulado, força e resistência. Hábitos que possibilitam a escolha e capacidade de trabalhar seis horas focadas e produtivas de criação e movimento. E nunca mais do que isso em um dia.

uma semana com kaju: dia 05

ser esponja

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agora membro oficial da osmose desde maio

Sempre tive facilidade para me desligar do mundo e me concentrar no que estou fazendo. Com isso criei estratégias pessoais de produtividade e foco. Na época de escola meus amigos diziam que o meu dia tinha 48 horas. De alguma forma conseguir me organizar de uma forma que tinha tempo para tudo e mais um pouco. Durante a época de arquitetura adquiri com isso uma capacidade e agilidade de compreensão de projetos e desenhos criativos e técnicos. As horas rendiam mais e me davam a possibilidade de sair mais cedo e aproveitar o final do dia para me exercitar ou fazer arte (literalmente). Quando decidi mudar a vida de rumo tudo isto serviu muito bem para o trabalho em casa. Fazer home office exige uma disciplina e organização ainda maior. Tudo pode virar uma tentação e distração quando se trabalha perto da cozinha e do quarto. Durante dois anos trabalhei assim, com horários fixos para acordar e para refeições. Tirar o pijama e colocar outra roupa, mesmo que fosse confortável e para ficar em casa, sempre ajudou também. Quando o Marcos e eu decidimos morar juntos, mais responsabilidades no dia surgiram, como cozinhar e lavar roupa. Durante o primeiro ano fomos nos adaptando e acertando para que conseguíssemos novamente alcançar os nossos níveis de produtividade.
Este ano efetivamente tudo parece que entrou no trilho novamente, e este ainda mais eficaz. Ao nos mudarmos para um espaço de co-working tudo se intensificou ainda mais. Embora estejamos rodeados de pessoas das mais diversas áreas, o ambiente proporciona uma maior concentração e produtividade. As pausas são mais agradáveis, sociais e rendem ideias e projetos interessantes também. Entrei oficialmente na Osmose em Maio (ganhei minha caneca hoje que data o meu primeiro dia por aqui). Desde então tenho sentido que as minhas horas rendem mais, dentro e fora do studio. Quando estou focada em algum trabalho parece que tudo em volta desaparece e aquilo se torna o meu único ponto de vista. Linhas surgem de forma natural e fluida e quando saio daquele momento intenso de concentração, olho no relógio e me dou conta que se passaram apenas duas horas, sorrio, pois percebo uma evolução e produção (de qualidade) otimizando o tempo ao seu máximo.
Hoje o dia foi por aqui, no coworking:

6:40 - o despertador tocou. As sextas-feiras parecem se tornar mais difíceis para levantar. A semana intensa vai carregando o corpo e a mente e pulamos sempre da cama para abrir a porta para a Neia, que deixe a nossa casa brilhante e cheirosa antes de todos os finais de semana. Com ela já por ali, vamos fazendo o café da manhã e nos arrumamos para sair.

9:00- Hoje, além da dificuldade de sair da cama, nos sentimos mais lentos também na rotina matinal. Finalmente estávamos prontos para sair e juntos partimos para o Coworking.

das 9:30 ao meio dia - Trabalhei em projetos diversos. Orçamentos, emails, finalizei três telas (menores) para uma cliente e comecei uma grande tela por encomenda.

Almoçamos no lounge do espaço, onde conversamos discutimos ideias para otimizar o espaço, deixando ele mais caloroso e elegante. Outro ponto positivo do coworking é poder compartilhar estas ideias, e colabor(ativamente), melhorar o espaço para todos. Sempre conversamos em grupo e vamos chegando às melhores conclusões. Isto acontece tanto para os ambientes internos como externos também. Recentemente o espaço adquiriu pallets, que estão sendo ajustados para compor o lounge externo. Ainda precisam de algum tratamento e disposição melhores, mas mesmo inacabado já vai transformando a usabilidade pelos co-workers. Interessante observar como todos se movimentam.

das 14:00 às 17:00 - Finalizei a grande tela por encomenda. São os chamados “visual story telling” (contando histórias visualmente) que digo que faço. Um casal foi convidado para um casamento exótico no exterior. Como padrinhos resolveram dar um presente diferente e personalizado. Me contaram sobre o casal e seus hábitos e assim criei uma tela. Ela é única e direcionada para eles. De longe parece uma composição bela, mas ao chegar perto se percebe muitos detalhes que conta a história do casal que irá trocar alianças. Gostaria de me transformar em um pequeno pássaro, do outro lado do mundo, para ver o presente sendo dado.

das 17:00 às 20:00 - Segui com projetos mais gráficos como desenvolvimento de identidade visual e layout de um site. E com isso vou fechando a minha sexta-feira #emosmose (usamos esta hashtag por aqui, para caracterizar os co-workers trabalhando, se conhecendo, se ajudando e trocando - em Osmose).

Depois de uma semana intensa, posso dizer que foi produtiva. Coloquei os meu níveis de produtividade e concentração nos seu níveis mais altos e por isso, decidi, em conjunto com o Marcos deixar o trabalho e as redes por aqui agora, e desligar por pelo menos esta noite. Amanhã estaremos de volta, para mexer no espaço e assistir o curso de uma amiga sobre Cool Hunting.

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trabalhando em uma encomenda

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lanche da tarde na nova área externa (em construção ainda)

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a cia dele no meu dia a dia #emosmose

uma semana com kaju: dia 04

ser esponja

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novidades na Osmose

Como sempre digo, a cada dia pessoas novas cruzam o meu caminho, mas hoje cheguei à conclusão que, além disso, o interessante é conhecer a casa e as rotinas das pessoas. Eu sou uma pessoa temporária na vida destas pessoas. Já conhecem o projeto Temporary People? Fala justamente destas pessoas temporárias. Sempre pensava nas histórias que eu poderia contar das pessoas que passaram na minha vida, mas a verdade é que sou uma dessas pessoas diariamente em casa e vidas diferentes. Sou alguém que passa por ali por algumas horas, deixa uma marca (física de fato) e vai embora. Foi interessante mudar o ponto de vista e se perceber como uma pequena invasora no dia a dia das pessoas. Invasora no sentido alegre, como alguém que causa uma quebra na rotina e proporciona um momento de estética, de linhas, de cores e carinho. Hoje o dia foi assim:

7:00 - Levantei e o Marcos já tinha cortado o mamão e se preparava para uma rápida corrida. Ah o meu exercício dessa semana - justo essa que estou compartilhando - não está regrado. Acho que isso acontece uma vez a cada seis meses. Que pena!
Terminei de preparar o café da manhã e depois de alguns momentos de fazer a cama e ajeitar algumas coisas na cozinha, sentei no computador. Tinha uma entrega de uma estampa para fazer hoje e faltava finalizar alguns detalhes. Tudo isto deu tempo antes de ter que sair para uma arte.

9:30 - Sai para fazer uma arte. Tenho clientes de todos os tipos. Aqueles mais controladores e detalhistas, outros mais livres e confiantes. Hoje foi um deste, bem mais livre e confiante. Daquele tipo que gostaríamos de encontrar todos os dias. Deixou a chave da casa nas minhas mãos e o único briefing foi: “quero que seja algo impactante no sentido de quando a pessoa abrir a porta do meu lavabo ela fique ali, por alguns segundos, sem ar.” Neste tipo de trabalho tenho total liberdade de criação e expressão e são os que me proporcionam mais alegria e possibilidade de evolução e superação. Sai feliz com o resultado e feliz de ter tido a sorte de mais um cliente assim cruzar o meu caminho.

13:30 - A caminho de casa passei rapidamente no Extra para abastecer alguns itens “extras” das compras semanais. Chegando em casa almocei e sentei no computador
para trabalhar em alguns projetos gráficos. Finalizei a estampa que trabalhei logo cedo (que foi aprovada em seguida! yay!) e trabalhei no layout de um site também.

17:00 - Recebi o Gustavo, um agente de seguros de vida para um bate papo. Conversamos sobre o que? A vida. E como se assegurar de alguns riscos que acontecem no nosso dia a dia. Foi uma conversa indicada por um casal de amigos e acho que foi produtiva (e longa).

18:30 - Sentei novamente no computador para finalizar alguns trabalhos e comi uma fruta. O lanche foi mais tarde do que de costume, mas não tive forças de segurar até o jantar.

19:00 - Marcos chegou em casa e já seguimos para a casa dos meus pais para um jantar gostoso e de muita conversa. É interessante observar como a relação com os pais vai mudando ao longo do tempo. Quando saímos de casa, temos que nos atualizar de tempos em tempos, algo que antes era diário. Foi um papo gostoso e fechou o dia com chave de ouro.

23:40 - Terminando por aqui para ir deitar mais tarde do que de costume, cansados, mas feliz com um dia produtivo e de muitos sorrisos.

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arte do dia por kaju.

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vistas de são paulo

uma semana com kaju: dia 03

ser esponja

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o Marcos sempre atento à horta da Osmose

Nas minhas semanas tento sempre separar dois dias para ir à Osmose. E os dias de pinturas e reuniões são concentrados, para evitar o vai e volta. Assim consigo focar e dar uma sequência interessante para trabalhos que precisam ser feitos no studio, como telas, ilustrações e trabalhos gráficos. Quando se trabalhar por conta é importante criar uma rotina de horários e coordenar agendamentos, para que se tenha mantenha pelo menos alguns padrões. Costumo incluir nessa agenda os meus exercícios e treinos. Infelizmente, como há muito tempo não acontecia, não estou conseguindo manter esta rotina que tanto me faz falta. É raro eu dizer “não vou treinar hoje”, pois é algo que me ajuda a relaxar e me concentrar depois, a dormir e acordar energizada. Quando digo isso é porquê o volume de trabalho está mais intenso do que normalmente. Por isso (só para intensificar um pouco mais), decidi compartilhar tudo com vocês.
Hoje foi um destes dias, corridos e sem exercício mais uma vez, mas no studio:

06:00 - Por volta deste horário o Marcos levantou para beber água. Com o seu barulho inconfundível de pantufas rodando pela casa acabei abrindo os olhos também e fui banheiro. Julgando pelo escuro lá fora e pelo meu cansaço, achei que fosse o meio da madrugada. Quando deitei a cabeça no travesseiro o despertador do Marcos tocou. Por um segundo aquele sentimento de “ah não” tomou conta de mim. Ele ainda estava perambulando pelo nosso (“gigante”) apê (coisas de Marcos) e deitou ao meu lado de novo. Ficamos ali por alguns momentos, de olhos fechados, decidindo se levantávamos ou esticávamos um pouco mais o sono. Ele logo levantou. Eu ainda permaneci por alguns minutos, esvaziando a mente e ao mesmo tempo pensando no dia que estava começando. Levantei quando a luz começava a invadir o apartamento.

das 6:40 às 7:30 - Hora do café da manhã de todos os dias. Enquanto preparava a refeição e as marmitas para o almoço, Marcos fez um alongamento e uma rápida sequência de exercícios. Enquanto ele estava no banho eu ingeri a primeira refeição do dia. Sequência invertida depois disso e últimos detalhes para sair.

9:10 - Chegamos, de moto, na Osmose. Preparamos um chá como de costume ao chegar e imergi no meu pequeno studio pelas próximas muitas horas. A parte da manhã foi focada em responder emails e resolver questões administrativas.

12:30 - Almoço ao lado do Marcos, que colheu tomates e manjericão fresquinhos para compor o nosso prato.

das 13:20 às 16:30 - Horas no studio, trabalhando em ilustrações de um projeto super bacana que está rolando. No total são três grandes desenhos (aproximadamente 50x25cm) que se tornarão estampas para um produto. Claro que neste período longo levanto de tempos em tempos, para beber água, chá ou ir ao banheiro. Sempre importante se movimentar.

16:30 - Lanche da tarde no jardim com a companhia de outros co-workers.

das 17:00 às 19:00 - mais algumas horas no studio. Trabalhando em ilustrações de dois projetos diferentes. De repente o Marcos aparece no vidrinho da minha porta, me lembrando que era hora de ir para casa.

20:00 - Chegamos em casa, descarregamos (ou não), pensamos na preparação do jantar e iniciamos a rotina de todas as noites. Banho, janta e hoje, mais um pouco de trabalho. Dia intenso que começou com uma notícia triste de uma jovem que fechou os olhos para sempre. O dia seguiu um pouco pensativo no quanto a nossa vida é frágil e que nunca sabemos o que pode acontecer amanhã. Estou em um momento intenso da vida, mas parei para lembrar que temos que valorizar cada momento ao lado das pessoas que estamos, lembrar de sempre expressar tudo aquilo que sentimos e aproveitar os momentos de trabalho e de lazer. Sou grata pelo momento que estou vivendo, mas buscando maneiras de diminuir o ritmo para poder estar mais presente na vida de algumas pessoas. Inclusive na do Marcos. O dia terminou com um grande sorriso, com estes passos que estou decidindo tomar e principalmente ao receber um telefonema de uma cliente, dando gritos de felicidade com o preview das ilustrações que enviei.

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dia no studio dividido entre o computador e ilustrações

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organização dos pincéis em vidros reutilizados

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uma das ilustrações do dia

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o pôr do sol exclusivo que tenho da minha janela

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em busca de um jantar (com mochila)

uma semana com kaju: dia 02

ser esponja

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arte do dia: uma cidade no lavabo

Mais um dia se passou e posso dizer que estive em muitos cantos da cidade. Apenas na parte da manhã.
O dia começou cedo e foi produtivo:

6:15 - tocou o despertador. A saída da cama parece que foi mais fácil hoje. O que o psicológico não faz com a gente. Tinha horário para sair, e, se não levantasse rápido, tudo se atrasaria. Quando não temos horários o corpo entende e liga a chave da preguiça. Ao levantar, ainda no escuro, já começamos a preparar o café da manhã.

6:45 - antes de comer uma alongada no tapete de yoga, seguido de alguns abdominais e prancha. O café da manhã começou com a água morna com limão de todos os dias, tapioca com acelga e mussarela de búfala e mamão com pólen.
Depois de comer sentei alguns momentos para deixar a comida baixar e comecei a me preparar para sair: fazendo cama e me vestindo. Enquanto isso o Marcos terminava de preparar um suco verde e partiu para uma corrida.

7:25 - Hora de sair. Preparei os últimos detalhes da bolsa de arte e peguei os lanches para me abastecer durante as próximas horas. (biscoitos de arroz, uma maçã e uma garrafa de suco verde fresca)

7:45 - Cheguei no bairro da intervenção do dia. Depois de mais de 10 minutos rodando buscando papéis de zona azul e depois uma vaga, finalmente parei o carro e toquei o interfone. Mais um apartamento que recebeu um toque de arte. Desta vez um projeto do Estúdio Cidade. No começo ficava tímida ao entrar na casa de tantas pessoas que não conhecia. Hoje já aprendi a abstrair um pouco estes sentimentos e me tornar parte do cotidiano delas, mesmo que seja por algumas horas apenas. Converso, compartilho e ouço histórias. Se torna uma vivência interessante. Hoje, além dos pais que me receberam e depois saíram para trabalhar, tive a companhia de dois meninos que batiam curiosos na porta do lavabo para ver se o desenho crescia. Primeiro disseram: “são castelos!” e logo foram corrigidos pela mãe que disse: “não filho, é uma cidade!”. São os edifícios da nossa cidade, que poderiam ser castelos também, não acham? Conheci todos os bichos de pelúcia e recebi 4 “tchau” de cada um quando estava na porta do elevador. Pequenos detalhes que me fazem sorrir e sair com o coração mais quente. (sim, ele é meio frio às vezes).

10:30 - Antes de cruzar a cidade tive uma reunião pelo telefone com o Rio de Janeiro. (um novo projeto que por enquanto ficará sem muitos detalhes), enquanto tomei o suco verde que o Marcos preparou para mim e alguns biscoitos de arroz. Vinte e três de Maio, Radial Leste…. e sim… lá na Zona Leste estava eu por aproximadamente uma hora, enquanto muitos ainda saiam de casa pela primeira vez. No Brás mais especificamente, comprando tecido para um projeto colaborativo junto com o Estúdio Kinin. Irmãos designers com quem estou fazendo uma parceria para o Design Weekend. Vem coisa interessante por ai.

11:30 - Parada em uma loja de artes para comprar alguns materiais para os jobs da semana.

12:10 - Em casa depois de uma longa manhã foi hora de abrir o computador e dar uma checada rápida nos emails que se acumularam. Sem conseguir responder todos ainda, a fome começou a bater. Para otimizar o meu “horário de almoço”, tirei a roupa de cama que estava no varal e coloquei uma máquina de “claros” para funcionar. Enquanto as roupas foram lavadas, preparei o meu almoço e comi. Tudo se encaixou perfeitamente. Para dar uma pausa depois de comer, estendi toda a roupa cheirosa no varal e finalmente sentei no computador para dar início à outra parte dos trabalhos do dia.

das 13:30 às 17:30 - Trabalhei em um projeto de um livro chamado Dos Pés ao Léu. Fui convidada para fazer intervenções com ilustrações e diagramar este livro que une fotografias inusitadas e poesia. De página em página fui diagramando e ilustrando, fazendo uma imersão total no conteúdo, com apenas uma música ao fundo. No meio deste período levantei algumas vezes para beber água. Ficar apenas com um copo de água à mesa e ter que levantar para pegar mais é um motivo para levantar e esticar as pernas. Importante para não ficarmos muito tempo sentados. Movimente-se sempre!

17:30 - hora do lanche da tarde e pequena pausa para escanear ilustrações e documentos.

das 18:00 às 20:00 - Terminando esta etapa do livro recebi um telefone pelo FaceTime de uma amiga querida que está morando na Alemanha. Enquanto finalizava os arquivos, enviava e começava a ilustrar uma estampa, conversamos. Colocamos os papos em dia que há muito tempo não fazíamos. Foi uma boa distração e sempre bom ouvir que amigos que estão longe podem ficar mais pertinho por conta da tecnologia. Sinto falta de tantas pessoas que estão longe. Amigos, irmãs, avós… Lindo seria se pudéssemos dar um abraço em todos em um piscar de olhos. Enquanto isso focamos na nossa rotina por aqui.

20:00 - O Marcos chegou e foi logo para a cozinha fazer pães (com glúten) com um fermento caseiro que ganhou. Enquanto isso finalizei alguns detalhes da estampa que estava nas minhas mãos.

20:55 - Hora de fechar o computador, tomar banho e ir jantar.
Horário estimado para ir dormir será novamente entre 22:30 e 23:00 horas. Cumprimos ontem e espero cumprir novamente. Dia longo na rua e em casa. Amanhã é dia de Osmose!

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cidade cinza e azul pela região do brás

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quando o amor aparece nos cabides caídos. belezas de lavar a roupa

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almoço para um: brócolis, abobrinha, farofa e mussarela de búfala

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lanche da tarde: smoothie de mamão com ameixa seca e tapioca com acelga

illustrations by kaju.ink
piece of cloud by AEROGAMI