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desodorante caseiro de óleo de coco

ser esponja, pensar acordado

Regular desodorante caseiro  leo de coco  8

vivemos em sociedade para vivermos melhor: segurança, conforto e serviços. Contudo, esta formatação traz consigo certos hábitos pré-estabelecidos por uma consciência coletiva que sequer questionamos e raramente mudamos.

reflita um momento sobre os métodos de ensino das escolas, a televisão como entretenimento, o leite de vaca como fonte de nutrientes, o carro como transporte urbano, a privada como assento de banheiros e, ao assunto deste post, o desodorante axilar.

se você é como a maioria dos brasileiros, é super consciente da sua aparência física e limpeza pessoal, e a única preocupação que tem com o seu desodorante diário é a eficácia do antitranspirante e as notas do aroma emanado.

pois você já leu o rótulo do seu desodorante? Metade da composição é impronunciável e os elementos familiares, como o alumínio, já estamos carecas de saber que não fazem nada bem para a nossa saúde, e está constantemente presente em estudos como uma provável causa de câncer.

intrigados com a situação, kalina e eu decidimos pesquisar, testar e avaliar alternativas para os rolinhos e sprays usuais dos mercados. Diante da falta de opções naturais na prateleira, recorremos ao nosso amigo Google. Uma rápida pesquisa aponta todos os malefícos destes produtos que nos venderam como uma coisa boa, e muitas alternativas caseiras simples, mais baratas e quiçá mais eficazes.

e isso já faz mais de um ano. Experimentamos diferentes ingredientes neste meio tempo para comprovar os benefícios, até chegarmos numa mistura satisfatória e acessível, que funciona e faz sentido para nós (ou seja, ingredientes que já temos e utilizamos em outros tipos de receitas no nosso dia a dia):

óleo de coco (4 partes)
bicarbonato de sódio (3 partes)
amido de milho (3 partes)

é so isso mesmo. Mistura e guarda num potinho de vidro ou cerâmica e passa mais ou menos o equivalente a uma colher de café com o dedo em baixo de cada braço. Estamos usando, há muitos meses, sem cheiro de cessê, budum e pizzas de calabresa nas camisetas; sem nenhum olhar torto ou diferença notada pelos amigos e transeuntes.

e lhe asseguramos: funciona e funciona muito melhor - basta você testar as quantidades que funcionam melhor pra você. Caso seja do tipo que transpira mais, adicione um pouco mais de bicarbonato. Se você transpira menos, mais óleo de coco deixa a textura mais leve e sedosa. O mesmo vale para as quantidades na hora de aplicar no seu corpo.

para nós, fica a sensação positiva de nenhum metal pesado caindo direto em nossa corrente sanguínea, nenhum desconforto por secura exagerada nas axilas e uma textura e aroma confortantes de óleo de coco.

viver em sociedade não significa viver cego às tradições. Pelo contrário, temos a possibilidade e o suporte para estudar, testar e aplicar mudanças positivas ao nosso entorno, todos os dias. Tudo que fazemos e consumimos foi um dia criado por alguém. Da mesma forma, temos o poder de fazer diferente e desenhar novas experiências por um cotidiano com mais significado.

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como não ficar doente

ser esponja, pensar acordado

Regular chamonix

eu, passeando de shortinhos pela montanha de gelo à temperatura negativa em Chamonix, França.

Eu tenho uma saúde frágil.

Logo nas minhas primeiras semanas de vida, comecei a tomar uma série de remédios. Antibióticos, anti-inflamatórios, anti-tudo. Foram pneumonias e rinites incontáveis até a minha adolescência. Eu virei um expert em pegar, processar e vencer resfriados, dores de garganta, de ouvido e de cotovelo. O pediatra virou um dos meus melhores amigos. Não, não sou nada hipocondríaco e sou otimista demais, segundo todos à minha volta. Tentei solucionar com tudo: Alopatia, Homeopatia, Simpatia - nada adiantou. Mais adiante condenei meu sistema imunológico fraquinho. Sempre pratiquei muito esporte, sempre comi muito. E doença atrás de doença. Nada sério, mas daquelas chatas e persistentes. Até que aos 15 anos de idade, fui morar na Nova Zelândia. Deixei todos os remédios para trás, e por lá, o único vírus que peguei foi o da adrenalina. Nada. Como? Momento, euforia, vai saber. Voltei e tudo voltou. Culpei o Co2 exagerado da minha cidade berço. Fui virando adultinho e fiquei conhecido pelo assoar de nariz de trombone, trem, buzina. A vida tava passando e aquela mucosa exarcebada estava atrapalhando a minha conexão social - parei, pensei, xinguei.

Esse ano completaram 5 anos sem nem um resfriadinho, zinho.

Nós, jovens, presumimos que a nossa saúde é regenerativa: que hoje podemos nos acabar na balada louca como se não houvesse o amanhã e, amanhã, já estaremos novos de novo. Alguns até se gabam de como a privação de sono não lhes afeta os níveis de energia; como o vosso fígado é robusto e aguenta quantos shots lhes oferecerem; como passar o dia à base de coca-cola e batata frita não lhes atingem o estômago. Vocês, amigos, estão vivendo a vida com o copo meio cheio. A energia que você acha que tem de sobra, poderia ser duplicada e até triplicada. Nosso corpo é capaz de se curar a curto prazo, mas não a longo prazo. As agressões que desferimos agora, contra o instrumento mais poderoso que temos, são superadas, mas não esquecidas. Eu, por um mero golpe de sorte, percebi isso tudo ainda moleque.

Para mim, faltava consciência corporal.

Eu sonhava com o ar puro e os dias bem aproveitados lá na Oceania, mas minhas raízes estavam aqui, e eu tinha que fazer algo a respeito. Cortei todos e quaisquer tipos de remédios. Como teste, cortei o refrigerante e minha performance na natação aumentou drasticamente. Oras, aí tem coisa. Mais tarde comi meio pacote de Pringles e vomitei tudo em seguida. Puta que o pariu pisa no freio Zé. Frituras, industrializados, exageros… aos poucos, fui aprendendo a escutar o meu corpo, e cortar fora o que não me fazia bem, e adicionar todos os alimentos naturais que pudessem me oferecer os nutrientes que eu tanto precisava para aumentar minha imunidade. Ainda assim, vira e mexe a rinite atacava.

As mudanças mais significativas em meus hábitos vieram depois que tive uma gastrite pesada e claro, depois que conheci e me influenciei pelos hábitos alimentares naturebas da Kalina. Nós, seres quase pensantes, por vezes demoramos a aprender e nos comportamos como ratinhos pegando queijo da ratoeira. Até que o corpo jogue a toalha. Fui fazer alguns exames(que eu nunca fazia, pois minha saúde ia muito bem obrigado, hehe) e, diante do resultado deplorável que se encontrava meu estômago, percebi o quão desatento eu ainda era em relação a horários, quantidades e equilíbrio na alimentação, e como isso de fato afetava a minha saúde.

Equilíbrio é tudo.

Após uma visita a nutricionista, comecei a me interessar, ler e pesquisar mais. Aprendi sobre os grupos de alimentos e seus benefícios, como combiná-los ou não, e sobre as mais variadas linhas de alimentação. Eu não cortei a lactose, a carne ou o glúten. Pelo contrário. Hoje sei combinar as proteínas, carboidratos, hortaliças, leguminosas, gorduras e frutas em todas as refeições do dia. De 3 em 3 horas e alinhadas com exercício físico e descanso.

Desde então, minha saúde parecia inquebrantável.

Semana passada tudo virou do avesso. Eu estava há 30 dias sem fazer esportes, porque havia machucado o dedo. Estava trabalhando um pouco além do que deveria, dormindo um pouco a menos, o inverno estava chegando e, para completar, Kalina e eu tivemos uma intoxicação alimentar. Esta, provavelmente proveniente de produtos químicos de uma salada pronta do Pão de Açúcar, que compramos acreditando ser o produto mais saudável do mercado durante um dia fora de casa. Foi como um acidente de avião que precisa de vários fatores errados para acontecer. Tudo culminou numa noite horrenda combatendo a intoxicação, seguida de um dia de resfriado, e uma semana de resquícios da avalanche.

Agora serão 10 anos.

Já estou contando os dias de boa forma novamente e seguindo uma rotina sustentável e construtiva. Esse episódio serviu, contudo, para lembrar o quão frágil é minha saúde se eu não cuidar dela diariamente. E na verdade, essa é uma lição que serve para todos. Quando você aprende a escutar o seu corpo e a respeitar seus limites e deficiências, você tem a chance de construir em si, uma saúde de ferro.

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