No ano passado, eu e meu sócio na AEROGAMI dedicamos longas horas ao desenvolvimento de um software de gestão de projetos. Muitas atividades costumeiras às noites ou finais de semana, foram substituídas por trabalho árduo em códigos, design e experiência do usuário. Estávamos operando em nosso limite energético, mas, acreditávamos tanto no produto que tudo fazia sentido. Este ano alcançamos um ponto estratégico do projeto: é hora de lançar para o grande mercado e evoluir a partir do retorno dos clientes. Estamos muito confiantes na qualidade do trabalho mas, tirando os investimentos que atraímos, ainda não atingimos estabilidade financeira nesta empreitada. Já estamos, contudo, colhendo os frutos em forma de aprendizado. Uma das principais lições que levo é que mais horas de trabalho não são iguais a mais resultados - mas, mais foco, é. Para focar é preciso energia e para ter energia, é preciso descansar. Entendi que não precisamos produzir mais durante mais horas, mas produzir melhor durante menos horas. Aprendi a escutar melhor o meu corpo, afunilar minha motivação para criar micro soluções mais inteligentes, e parar para recarregar de vez em quando. Hoje temos consciência dos erros que cometemos e sabemos que, aplicando as premissas citadas acima, poderíamos ter economizado alguns meses de trabalho. A experiência ainda é a melhor professora, pois gera absorção de um conhecimento holístico. E este, é o melhor resultado que poderíamos esperar.